Stephanie Gertler Publisher do OBemdito

Cruzeiro do Oeste sanciona lei que reconhece pessoas com fibromialgia como PCD

Cruzeiro do Oeste sanciona lei que reconhece pessoas com fibromialgia como PCD
Stephanie Gertler - OBemdito
Publicado em 11 de abril de 2025 às 15h42 - Modificado em 11 de abril de 2025 às 15h48

O município de Cruzeiro do Oeste sancionou, no dia 3 de abril, a Lei Ordinária nº 05, de autoria da vereadora Rosy Anne Almodovas Rodrigues Ribeiro. A legislação reconhece pessoas com fibromialgia como pessoas com deficiência. Equiparando assim, seus direitos aos previstos na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (PCD) (Lei Federal nº 13.146).

A proposta foi aprovada pelo Poder Legislativo Municipal antes de ser sancionada pelo prefeito Armando Cerci Junior. A lei entrou em vigor, passando a produzir efeitos legais imediatos no âmbito da administração pública municipal.

De acordo com o artigo 1º da norma, essas pessoas passam a ser reconhecidas como PCD para todos os efeitos legais dentro do território do município. A legislação municipal determina que esse grupo deve ser incluído no rol PCD, conforme previsto no §1º do artigo 2º da Lei Federal nº 13.146/2015.

Os indivíduos diagnosticados com a condição passam a ter assegurados os mesmos direitos garantidos dos PCD, tanto nas leis federais quanto nas municipais. Entre os direitos potencialmente abrangidos estão, por exemplo, o atendimento prioritário em repartições públicas e privadas. Além disso também, o acesso a políticas públicas específicas e inclusão em programas de assistência social, educação e trabalho.

“Cruzeiro do Oeste dá mais um passo pela inclusão e respeito! A partir de agora, as pessoas com fibromialgia passam a ser reconhecidas como pessoas com deficiência no nosso município, garantindo direitos e atendimento com dignidade”, escreveu a vereadora Rosy em seu Instagram.

Além disso, a vereadora ressaltou que espera que a nova lei inspire outros municípios, inclusive Umuarama, a adotar legislação semelhante. Segundo ela, o reconhecimento legal é um avanço necessário para garantir equidade no acesso aos direitos fundamentais.

Com a sanção do prefeito Armando Cerci Junior, a legislação entrou em vigor sem a necessidade de regulamentação complementar. Isso significa que seus efeitos já podem ser exigidos pelos cidadãos beneficiados.

Repercussão

A promulgação da norma foi bem recebida por entidades de defesa dos direitos das pessoas com deficiência e por grupos de apoio a portadores de doenças crônicas. Embora ainda não haja regulamentação estadual ou federal, iniciativas como a de Cruzeiro do Oeste reforçam a importância da discussão sobre o tema.

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