Parte dos médicos que atende no ambulatório da Covid em Umuarama ameaça parar
Vários médicos que atuam no ambulatório de síndromes gripais em Umuarama, conhecido como ‘Tenda da Covid’, informaram que irão paralisar o trabalho. Os profissionais alegam que a empresa que atualmente administra o local colocou termos de trabalho que os profissionais não aceitaram e, por isso, vários deles já se negaram a manter o atendimento.
Conforme um dos profissionais que manteve contato com OBemdito, a empresa que assumiu a tenda, em maio, ainda não formalizou contrato com a equipe médica. “Foi realizado um contrato conjunto com advogados solicitando um aditivo pela necessidade de um médico extra durante o turno da noite e aumento no valor. A empresa acatou essa decisão no mês de junho, porem para julho fizeram um contrato com um médico a menos e com o valor menor do que foi combinado inicialmente”, informou.
Parte da equipe avisou previamente que a partir deste domingo (4) não seguirá com a escala.
OBemdito manteve contato com a empresa Arrabal Serviços Médicos. O representante informou que, no contrato com a empresa anterior, cada médico recebia R$ 1.200 por plantão de 12 horas. Quando a Arrabal Serviços Médicos assumiu a prestação do serviço, a pedido dos médicos o valor foi aumentado para R$ 1.500. “É um valor elevado. Dos contratos terceirizados [semelhantes ao formalizado em Umuarama] é o maior valor da região”, informou o representante.
A empresa também informou que, apesar do aumento no valor, os profissionais estariam reivindicando que a prestadora do serviço pagasse este montante livre de impostos, o que elevaria o custo para mais de R$ 1.900 por plantão. No entanto, Liliane Arrabal Pita, representante legal da empresa, não aceitou os termos.
A Arrabal Serviços Médicos esclareceu que está resolvendo o desacordo comercial e chamando outros profissionais para suprir a saída dos que estão descontentes e, por isso, avisaram que irão parar com as escalas. A empresa explicou que está refazendo a escala e o atendimento no ambulatório seguirá normalmente.
TERCEIRO MÉDICO
Em relação ao terceiro médico, a Arrabal informou que era previsto no contrato com a empresa anterior, porém, não está no contrato atual. “É uma decisão do contratante [Prefeitura] e não está prevista no atual contrato. Para atender a reivindicação deles [médicos] fizemos um pedido para a Prefeitura e, apenas se houver autorização podemos fazer”, divulgou a prestadora do serviço.
Acrescentou que a Prefeitura respondeu informando que não há demanda para o terceiro médico no turno da noite. “Esta necessidade existiu quando houve superlotação no ambulatório, porém, neste momento não há necessidade. Caso seja necessário pode ser acionado a qualquer momento, pois há pedido protocolado, mas apenas se houver autorização da Prefeitura”, informou a Arrabal.
O QUE DIZ A PREFEITURA
Questionada por OBemdito, a Prefeitura de Umuarama divulgou uma nota sobre o assunto:
“O diretor da Secretaria Municipal de Saúde, Herison Cleik da Silva Lima, esteve reunido com representantes da empresa que presta serviços médicos no Ambulatório de Síndromes Gripais na tarde desta sexta-feira, 02/07, e obteve a garantia de que o atendimento aos pacientes será mantido em sua integralidade. A empresa se comprometeu a resolver questões pendentes com o seu quadro de funcionários contratados e a Secretaria Municipal de Saúde continuará fiscalizando a execução plena do contrato firmado entre o município e a referida empresa”.





