O vereador Ronaldo Cruz Cardoso: dor de cabeça não acabou" (FOTO: DANILO MARTINS/OBEMDITO)
O juiz da 1a Vara Criminal de Umuarama, Adriano Cezar Moreira, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra o vereador Ronaldo Cruz Cardoso, suspeito de pedir propina para agilizar o trâmite de projeto de lei na Câmara.
Ronaldo é acusado de concussão, quando o agente público exige para si ou para outra pessoa, de forma direta ou indireta, vantagem indevida. A pena, em caso de condenação, é de dois a oito anos de prisão, e multa.
O acolhimento pelo magistrado vai na contramão do que a maioria da Câmara decidiu no dia 27 de junho último. Em apreciação plenária, Clebão dos Pneus, Cris das Frutas, Fernando Galmassi, Newton Soares e Pé Duro votaram pelo arquivamento da denúncia contra o colega.
Já Ana Novais, Ednei do Esporte, Sorrisal e Mateus Barreto deram aval para que Ronaldo fosse submetido a processo, que poderia resultado na cassação do mandato dele.
Um empresário, que também é engenheiro civil, diz que Ronaldo Cruz Cardoso pediu dois terrenos e R$ 30 mil em efetivo para agilizar o trâmite de votação de um projeto de lei que altera o zoneamento urbano de Umuarama. A mudança é pré-condição para a abertura de um loteamento comercial na saída para Xambrê.
“Ressalte-se que há prova da materialidade e indícios suficientes quanto à autoria, especialmente diante dos elementos de informação colhidos extrajudicialmente”, destacou o juiz em sua decisão, que também inclui o diretor exonerado da Prefeitura, Valdecir Pascoal Mulato, o Pai Herói.
Em nota a OBemdito, o vereador Ronaldo Cruz Cardoso relatou o que segue:
“Primeiramente, é importante esclarecer que o Vereador Ronaldo nunca pediu ou recebeu qualquer valor, de qualquer pessoa, para poder aprovar projetos junto à Câmara dos Vereadores. Ademais, sempre trabalhou de forma transparente, correta e legal em prol da população de Umuarama, votando a favor de projetos que beneficiam nossa cidade, bem como, apresentando projetos pleiteados pela população.
Sobre a denúncia apresentada pelo Ministério Público junto ao Judiciário, que originou o referido processo, verifica-se que foi baseada em denúncias e depoimentos de Vereadores que se candidataram para concorrer a cargos de deputados na próxima eleição, bem como, nos dizeres de um empresário interessado em seu negócio, que queria aprovação da Câmara e da Prefeitura para poder fazer um loteamento e depois comercializá-lo.
Desta forma, durante o processo, será comprovada a inocência do Vereador Ronaldo perante o Poder Judiciário, órgão competente para analisar todas as provas que serão produzidas, principalmente pelas provas que serão apresentadas pela defesa, que não foram objeto de análise pelo Ministério Público.
Por fim, o Vereador RONALDO deseja que tudo seja analisado a fundo, punindo quem merece ser punido pelas possíveis ilegalidades e injustiças cometidas, bem como, esclarecendo à população de Umuarama a verdade sobre o caso”.
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