Cotidiano

Pai evita tragédia ao salvar dois filhos de afogamento; câmera de segurança registra a cena

Um vídeo de monitoramento registrou, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas, nesta segunda-feira (1º/12), o momento em que um pai impediu que uma situação doméstica se transformasse em tragédia. As imagens mostram o homem caminhando em direção à área de serviço da casa quando, logo após, ao passar pela piscina, percebe que dois filhos estão se afogando.

Assim que identifica o risco, ele solta o objeto que carregava e corre em disparada para dentro da piscina. Em poucos segundos, consegue retirar as crianças da água. O áudio revela o clima de apreensão que se segue ao resgate. Abalado, o pai repreende os meninos por causa do perigo que enfrentaram:

“Não disse a você que não ficasse aqui? Tá vendo? E se eu não tivesse vindo aqui?”. Uma das crianças tenta explicar o susto: “Eu mandei ele puxar minha mão para sobreviver”.

Cenário nacional de afogamentos

Com a proximidade das férias de final do ano, cresce o fluxo de famílias rumo às praias, cachoeiras e áreas de lazer aquático. O período exige cautela: dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2010 e 2023, o país registrou 71.663 mortes por afogamento. É 2ª causa de morte de crianças de 1 a 4 anos.

Crianças e adolescentes compõem uma parcela significativa dessas ocorrências: 12.662 vítimas (17,7%) tinham entre 10 e 19 anos, enquanto 5.878 mortes (8,2%) envolveram crianças de 1 a 4 anos.

No mesmo período, 11.197 internações foram registradas em razão de afogamentos. Quase 30% – um total de 3.072 – envolveram crianças e adolescentes de até 14 anos. Mais da metade desses casos (51%) ocorreu entre crianças de 1 a 4 anos, reforçando a vulnerabilidade dessa faixa etária.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, alerta para a tendência de crescimento desses registros. Segundo ela, entre 2014 e 2021 houve aumento anual de 2% nas taxas de mortalidade por afogamento acidental em crianças de 1 a 4 anos.

“A maior parte dos afogamentos acontece em praias e cachoeiras, mas são muitos os registros de acidentes dentro de casa, em piscinas, banheiras, baldes, entre outros. As crianças menores são as mais vulneráveis e podem se afogar em qualquer recipiente, mesmo com pouca água ou outros líquidos”, explica.

De acordo com as estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que, em 2021, ocorreram 300 mil mortes por afogamento no mundo. Do total, 24% eram crianças com menos de 5 anos, e 19% tinham entre 5 e 14 anos.

Cuidados essenciais para evitar acidentes

O Ministério da Saúde destaca que mortes por afogamento podem ser evitadas com medidas simples de prevenção. Entre as recomendações estão:

• Assegurar supervisão constante de crianças por adultos enquanto estiverem na água ou próximas;
• Evitar deixar brinquedos e outros atrativos ao alcance em áreas como piscinas e reservatórios;
• Proteger piscinas, poços e reservatórios com barreiras que impeçam o acesso de crianças;
• Evitar brincadeiras inadequadas na água como, por exemplo, corridas, empurrões e saltos;
• Observar e respeitar sinalizações que indiquem áreas de risco em praias, rios e lagos;
• Não nadar em locais profundos, de profundidade desconhecida ou distantes da margem;
• Evitar entrar na água durante condições climáticas adversas, como tempestades, ventanias, raios e mar agitado.

Em caso de acidente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) deve ser acionado pelo número 192 para garantir atendimento especializado.

(Com informações Ministério da Saúde)

Leia também: Secretário de Segurança socorre atropelado e descobre que ele era procurado pela Justiça

Foto: Reprodução/Redes Sociais
Stephanie Gertler

Fotógrafa há mais de 16 anos, graduada em Jornalismo pela Universidade Tuiuti do Paraná, em Curitiba. Atualmente, atua como jornalista no OBemdito.

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