Luiz Fernando Publisher do OBemdito Gaeco prende sete pessoas em operação contra facção ligada a 3,3 toneladas de maconha em Iporã
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a Operação Ma’Avar, em Iporã, no Noroeste do Paraná. A ação resultou no cumprimento de sete mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão, no âmbito de uma investigação sobre tráfico de drogas, organização criminosa e crimes relacionados a armas de fogo.
A operação foi conduzida pelo Núcleo Regional do Gaeco de Umuarama e pela Promotoria de Justiça de Iporã, ambos vinculados ao Ministério Público do Paraná (MPPR), em conjunto com a Agência Local de Inteligência do 25º Batalhão de Polícia Militar (25º BPM).
Segundo o MPPR, as ordens judiciais foram expedidas pela Vara Criminal de Iporã e tiveram como alvos sete investigados, todos com endereços no município. Além das prisões temporárias, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em residências e em um estabelecimento comercial, além de sete medidas de busca pessoal.
Investigação envolve mais de 3,3 toneladas de maconha
As investigações apontam a possível existência de dois núcleos criminosos interligados. Um deles seria responsável pela comercialização de drogas em Iporã, enquanto o outro atuaria no transporte de grandes quantidades de entorpecentes.
De acordo com o Ministério Público, os dois grupos teriam vínculos com uma facção criminosa de atuação nacional, cujo nome não foi divulgado.
Durante as apurações, os investigadores identificaram indícios de que caminhões eram utilizados para transportar drogas escondidas em meio a cargas lícitas, como forma de dificultar a fiscalização.
Entre os episódios analisados estão duas apreensões realizadas em agosto e outubro de 2025, que, juntas, totalizaram 3.339 quilos de maconha. Os carregamentos são investigados por sua possível ligação com o esquema criminoso.
A investigação também identificou registros relacionados a armas de fogo e acessórios de uso restrito, além de conversas sobre a aquisição de munições para fuzil.
Materiais apreendidos serão periciados
Durante o cumprimento dos mandados nesta sexta-feira, as equipes apreenderam aparelhos eletrônicos, documentos e anotações.
Segundo o MPPR, os materiais serão submetidos à perícia e poderão fornecer novas informações sobre a atuação dos investigados e a estrutura dos grupos criminosos.
A Operação Ma’Avar também apura possíveis crimes de associação para o tráfico, organização criminosa e posse e porte ilegais de armas de fogo e munições.
O nome da operação tem origem no hebraico. A expressão Ma’Avar significa passagem, travessia ou transição e faz referência à utilização estratégica da região como ponto de passagem e entreposto logístico para o transporte de drogas.
As investigações continuam sob responsabilidade do Ministério Público.
Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.





