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Telhas lançadas a 1,3 km e 862 árvores caídas revelam marcas de tornado em Maringá

Telhas lançadas a 1,3 km e 862 árvores caídas revelam marcas de tornado em Maringá
Simepar confirma tornado F2 em Maringá, com ventos de até 250 km/h. Telhas voaram 1,3 km e levantamento contabilizou 862 árvores caídas - Foto: reprodução/redes sociais
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Publicado em 4 de novembro de 2026 às 10h39 - Modificado em 4 de novembro de 2026 às 10h39

Telhas arremessadas a mais de 1,3 quilômetro, estruturas retorcidas e 862 árvores caídas estão entre as marcas da destruição provocada pelo tornado que atingiu Maringá na madrugada de segunda-feira (2). As evidências ajudaram os meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) a confirmar o fenômeno.

A conclusão foi divulgada na terça-feira (3), após uma investigação que reuniu dados de radar, estações meteorológicas, imagens aéreas e vistorias em diferentes regiões do município. Com base nas evidências, os especialistas classificaram o tornado como F2 na escala Fujita.

Essa categoria corresponde a ventos estimados entre 180 km/h e 250 km/h. Para chegar à classificação, os meteorologistas avaliaram o comportamento da tempestade e os danos encontrados nos locais atingidos.

Radar identificou tempestade severa antes dos estragos

O monitoramento do Simepar começou antes da passagem do fenômeno. Desde quinta-feira (30), o órgão emitia avisos meteorológicos sobre a possibilidade de condições de tempo severo no Paraná.

Por volta das 3h de segunda-feira (2), os equipamentos de monitoramento identificaram os primeiros sinais da intensidade da tempestade em Maringá. Os registros de radar e das estações meteorológicas apontaram condições compatíveis com um evento severo.

Uma forte linha de instabilidade ganhou intensidade ao chegar ao município. Nesse cenário, uma supercélula passou sobre a cidade. Esse tipo de tempestade apresenta elevado grau de organização e pode produzir ventos destrutivos.

Os dados registrados durante a madrugada orientaram a investigação dos meteorologistas. Ao longo do dia, os especialistas analisaram as variáveis do radar e compararam as informações com imagens dos estragos em diferentes bairros.

Meteorologistas fizeram vistoria e sobrevoaram áreas atingidas

As imagens aéreas fornecidas pelo Corpo de Bombeiros de Maringá também contribuíram para a investigação. Os registros permitiram observar a distribuição dos danos e comparar as áreas atingidas com informações de satélite.

Ainda na segunda-feira, o meteorologista Reinaldo Kneib e o coordenador de operações do Simepar, Marco Jusevicius, viajaram até Maringá. Os profissionais iniciaram a avaliação das marcas deixadas pelos ventos.

Na terça-feira (3), a equipe percorreu diferentes pontos da cidade para examinar os estragos. Com apoio da Prefeitura, os especialistas também realizaram sobrevoos com drones e helicóptero.

Essa etapa permitiu identificar detalhes das estruturas danificadas e da vegetação atingida. Além disso, os meteorologistas relacionaram as evidências encontradas em solo aos registros feitos durante a passagem da tempestade.

Telhas voaram mais de 1,3 quilômetro

Entre as evidências que chamaram a atenção dos especialistas estão objetos transportados pelos ventos a grandes distâncias. Telhas foram encontradas a mais de 1.300 metros do ponto de origem. Folhas de zinco também apareceram a mais de 300 metros de onde estavam inicialmente.

As equipes identificaram ainda estruturas retorcidas em construções de alvenaria e na vegetação. Outro sinal importante foi a presença de copas de árvores arrancadas pela força dos ventos.

Até o momento, os levantamentos contabilizaram 862 quedas de árvores em Maringá. O número integra o conjunto de evidências utilizado pelo Simepar para avaliar a intensidade do fenômeno.

Tornado percorreu aproximadamente 15 quilômetros

A análise conjunta dos registros meteorológicos e das marcas de destruição permitiu identificar o trajeto do tornado. Segundo o Simepar, o fenômeno percorreu aproximadamente 15 quilômetros, com início na região sudoeste de Maringá.

A confirmação ocorreu após o cruzamento das informações obtidas pelo radar, das imagens aéreas e das vistorias realizadas em campo. O padrão dos danos também foi determinante para diferenciar a passagem de um tornado de outros fenômenos associados a tempestades severas.

Com a conclusão da investigação, o Simepar confirmou a ocorrência do tornado de categoria F2. Os ventos estimados entre 180 km/h e 250 km/h ajudam a dimensionar a força do fenômeno que deixou um rastro de destruição no município.

Com informações: GMC Online

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