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PCPR alerta para golpe do falso advogado que promete liberar dinheiro de processos

PCPR alerta para golpe do falso advogado que promete liberar dinheiro de processos
PCPR alerta para o golpe do falso advogado, em que criminosos prometem liberar dinheiro de processos e cobram taxas antecipadas via Pix. Saiba como se proteger - Foto: PCPR
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Publicado em 30 de outubro de 2026 às 14h50 - Modificado em 30 de outubro de 2026 às 14h50

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) alerta a população sobre o golpe do falso advogado. Nessa modalidade, criminosos se passam por profissionais da advocacia para solicitar transferências bancárias e pagamentos indevidos.

A abordagem geralmente começa com uma notícia aparentemente positiva. Os golpistas informam que a vítima venceu uma ação judicial e tem dinheiro disponível para receber. Entretanto, alegam que existe uma taxa ou despesa pendente para liberar os valores.

Em seguida, solicitam pagamentos antecipados, principalmente por Pix. Os criminosos costumam justificar a cobrança com supostos impostos, taxas ou despesas processuais. A promessa de liberação imediata do dinheiro é utilizada para convencer a vítima.

Como funciona o golpe do falso advogado

Os criminosos entram em contato principalmente por aplicativos de mensagens. Para transmitir credibilidade, utilizam nomes, fotografias e informações verdadeiras de advogados ou escritórios de advocacia.

Em alguns casos, também apresentam dados reais de processos judiciais. Dessa maneira, conseguem convencer as vítimas de que representam os profissionais responsáveis pela ação.

No entanto, a existência de informações verdadeiras sobre um processo não comprova a identidade de quem enviou a mensagem. Segundo a PCPR, os golpistas podem consultar dados disponíveis publicamente para dar aparência de legitimidade à fraude.

Como identificar e evitar a fraude

A principal orientação da Polícia Civil é confirmar qualquer informação diretamente com o advogado responsável pelo processo. Para isso, a vítima deve utilizar um telefone já conhecido ou outro canal oficial do escritório.

O delegado da PCPR Fernando Garbelini reforça a importância dessa verificação antes de qualquer pagamento.

“Nesses casos, a vítima pode entrar de imediato em contato com o seu advogado. Ligue ou vá até o escritório para verificar a procedência das informações que foram passadas por aplicativo de mensagens”, orienta.

Outro sinal de alerta envolve a urgência exigida pelos criminosos. Mensagens que estabelecem prazos curtos ou ameaçam cancelar o recebimento do dinheiro podem tentar impedir que a vítima confirme as informações.

Além disso, a PCPR recomenda conferir os dados do destinatário antes de realizar qualquer transferência bancária. Também é importante desconfiar de mudanças repentinas no número de telefone do advogado.

A população não deve compartilhar documentos pessoais, senhas ou códigos de verificação com contatos desconhecidos. Mesmo quando o interlocutor apresenta informações detalhadas sobre uma ação judicial, a confirmação deve ocorrer por canais independentes.

Caiu no golpe do falso advogado? Saiba o que fazer

Quem realizou uma transferência bancária após receber uma mensagem suspeita deve procurar imediatamente a instituição financeira. A vítima precisa informar a suspeita de fraude e solicitar as providências necessárias.

Nos pagamentos realizados por Pix, existe o Mecanismo Especial de Devolução (MED). O procedimento permite que a instituição financeira analise a ocorrência e verifique a possibilidade de recuperação dos valores, conforme as regras aplicáveis.

Além disso, a vítima deve registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil do Paraná. O registro pode ser feito pela internet, no site oficial da PCPR, ou presencialmente em uma delegacia.

A orientação é reunir comprovantes de transferências, capturas de tela das conversas e números de telefone utilizados pelos suspeitos. Essas informações podem auxiliar na investigação policial.

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Com informações: PCPR

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