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PCPR cumpre 32 mandados no Ceará contra grupo suspeito de golpe do falso advogado

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Publicado em 8 de outubro de 2026 às 09h07 - Modificado em 8 de outubro de 2026 às 09h07

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou uma operação no Ceará na manhã desta quinta-feira (8). A ação investiga um grupo suspeito de aplicar o golpe do falso advogado contra uma vítima paranaense.

Segundo a investigação, os criminosos teriam provocado um prejuízo próximo de R$ 2 milhões. Para avançar nas apurações, os policiais cumprem 32 mandados judiciais em três cidades cearenses.

Ao todo, a operação prevê 15 mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão. As ordens judiciais são cumpridas em endereços de Fortaleza, Maracanaú e Eusébio.

Além das prisões e buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 2.098.322,06. A medida alcança contas bancárias e aplicações financeiras relacionadas aos investigados.

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Grupo usou identidade de advogado

A investigação aponta que os suspeitos utilizaram a identidade de um advogado durante a aplicação do golpe. Eles também teriam se apresentado falsamente como representantes de instituições públicas e financeiras.

A vítima é uma pessoa idosa. Conforme a PCPR, ela realizou diversas transferências bancárias para contas vinculadas aos investigados durante a ação criminosa.

O delegado da PCPR Emmanoel David explica que o grupo utilizou técnicas de engenharia social para conquistar a confiança da vítima.

“O golpe utilizou uma das principais ferramentas dos crimes digitais atuais: a engenharia social. Os autores entraram em contato com a vítima utilizando informações e identidades que transmitam aparência de legitimidade, criando um ambiente de confiança para que ela acreditasse tratar com pessoas legítimas”, explica o delegado.

Dinheiro passou por várias contas

Depois das transferências, os investigadores identificaram uma segunda etapa do esquema. Nessa fase, os criminosos teriam realizado a chamada pulverização financeira.

A PCPR conseguiu reconstruir o caminho percorrido pelos valores. O trabalho utilizou uma análise técnica do fluxo financeiro entre as contas relacionadas à investigação.

Ao todo, os policiais identificaram 15 pessoas envolvidas na movimentação dos recursos. Desse grupo, 11 seriam beneficiários primários.

As contas dos beneficiários primários receberam diretamente os valores enviados pela vítima. Outros quatro investigados foram classificados como beneficiários secundários.

Segundo a investigação, essas quatro pessoas receberam repetidamente valores provenientes das contas utilizadas pelo primeiro grupo.

Investigação identificou transferências fracionadas

A análise financeira apontou numerosas operações realizadas de forma fracionada. Os investigadores também identificaram circulação de dinheiro entre diferentes suspeitos.

Outro elemento encontrado foi o esvaziamento rápido das contas. Posteriormente, os valores eram concentrados em determinados destinatários.

Um dos episódios analisados pela PCPR envolve uma transferência de R$ 30,6 mil. A vítima enviou o valor para uma das contas investigadas.

No mesmo dia, todo o dinheiro foi transferido para outro investigado. Depois da operação, a conta que recebeu inicialmente os recursos ficou com apenas R$ 0,01.

PCPR busca recuperar valores desviados

A operação também busca ampliar o rastreamento dos recursos movimentados pelo grupo. Os investigadores pretendem identificar todos os envolvidos na execução do golpe.

Além disso, a PCPR trabalha para individualizar a participação de cada investigado. A investigação também busca recuperar os valores desviados da vítima.

As ações desta quinta-feira ocorrem nas cidades de Fortaleza, Maracanaú e Eusébio, no Ceará. A operação é resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Paraná.

Com informações: PCPR

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