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Corpo encontrado amarrado com fitas dentro de casa de alto padrão intriga polícia em Maringá

Corpo encontrado amarrado com fitas dentro de casa de alto padrão intriga polícia em Maringá
Residência estava revirada e tinha vestígios que podem indicar violência; vítima pode ser homem desaparecido desde o início de setembro (Foto Plantão Maringá)
Foto de Rudson de Souza
Publicado em 19 de setembro de 2026 às 15h08 - Modificado em 20 de setembro de 2026 às 11h33

Vestígios encontrados dentro de uma residência no Jardim Novo Horizonte, em Maringá, levaram a Polícia Civil a investigar as circunstâncias da morte de uma pessoa localizada no imóvel neste sábado (19). A vítima estava com as mãos e os pés amarrados por cordas, presos a uma das pernas de uma cama, e o corpo estava enrolado em fita adesiva.

A casa apresentava sinais de desordem. Em um dos quartos, roupas haviam sido retiradas do guarda-roupa e estavam espalhadas pelo chão. Os investigadores também encontraram pedaços de fita adesiva com fios de cabelo e manchas que podem ser de sangue.

Esses elementos passaram a integrar a investigação e levantaram a possibilidade de que a vítima tenha sofrido violência antes da morte. Entre as hipóteses consideradas está a de tortura, mas a polícia ainda não estabeleceu a dinâmica do crime.

Outra possibilidade investigada é a de latrocínio, roubo seguido de morte. Segundo as informações iniciais, nenhuma das linhas de investigação foi descartada.

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Corpo pode ser de desaparecido

A pessoa encontrada morta ainda não teve a identidade oficialmente confirmada. Familiares, no entanto, acreditam que o corpo possa ser de um homem de origem estadunidense que morava no Brasil havia muitos anos e residia na casa.

O homem não era visto desde 3 de setembro, quando familiares tentaram contato e não receberam resposta. A ex-companheira chegou a registrar um boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento.

As circunstâncias daquele período também passaram a fazer parte da apuração. Conforme as informações levantadas no imóvel, um casal que teria passado a morar com o homem estava na residência quando ele desapareceu.

Quando familiares procuraram informações sobre o paradeiro dele, o casal teria informado que o homem havia viajado.

Pedidos de comida permanecem no imóvel

Um detalhe encontrado pelos investigadores também chamou atenção. No dia 3 de setembro, foram feitos pedidos de comida por aplicativo para a residência. Os alimentos, porém, não teriam sido consumidos e permaneceram no imóvel.

A informação deverá ser confrontada com os demais elementos reunidos durante a perícia. A polícia também deverá analisar imagens e outros vestígios para tentar estabelecer o que ocorreu na casa depois do desaparecimento.

A localização do corpo só foi descoberta depois que a ex-companheira voltou ao imóvel. Preocupada porque não conseguia falar com o homem, ela foi até a residência e percebeu um forte cheiro vindo de dentro da casa.

A Polícia Militar foi chamada e encontrou uma das portas trancada por fora com um cadeado. Para acessar o cômodo, os policiais precisaram arrombar a entrada.

No interior, localizaram a pessoa já sem vida. O Samu esteve no endereço e confirmou a morte. Pelas condições encontradas, a suspeita inicial é de que o corpo pudesse estar no imóvel havia mais de dez dias.

A Polícia Científica realizou a perícia, enquanto investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciaram o levantamento dos elementos relacionados ao caso.

A confirmação da identidade dependerá dos exames da Polícia Científica. A Polícia Civil segue investigando para esclarecer a autoria, a motivação e a dinâmica da morte.

(Com informações do site Plantão Maringá)

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