Corpo encontrado amarrado com fitas dentro de casa de alto padrão intriga polícia em Maringá
Vestígios encontrados dentro de uma residência no Jardim Novo Horizonte, em Maringá, levaram a Polícia Civil a investigar as circunstâncias da morte de uma pessoa localizada no imóvel neste sábado (19). A vítima estava com as mãos e os pés amarrados por cordas, presos a uma das pernas de uma cama, e o corpo estava enrolado em fita adesiva.
A casa apresentava sinais de desordem. Em um dos quartos, roupas haviam sido retiradas do guarda-roupa e estavam espalhadas pelo chão. Os investigadores também encontraram pedaços de fita adesiva com fios de cabelo e manchas que podem ser de sangue.
Esses elementos passaram a integrar a investigação e levantaram a possibilidade de que a vítima tenha sofrido violência antes da morte. Entre as hipóteses consideradas está a de tortura, mas a polícia ainda não estabeleceu a dinâmica do crime.
Outra possibilidade investigada é a de latrocínio, roubo seguido de morte. Segundo as informações iniciais, nenhuma das linhas de investigação foi descartada.
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Corpo pode ser de desaparecido
A pessoa encontrada morta ainda não teve a identidade oficialmente confirmada. Familiares, no entanto, acreditam que o corpo possa ser de um homem de origem estadunidense que morava no Brasil havia muitos anos e residia na casa.
O homem não era visto desde 3 de setembro, quando familiares tentaram contato e não receberam resposta. A ex-companheira chegou a registrar um boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento.
As circunstâncias daquele período também passaram a fazer parte da apuração. Conforme as informações levantadas no imóvel, um casal que teria passado a morar com o homem estava na residência quando ele desapareceu.
Quando familiares procuraram informações sobre o paradeiro dele, o casal teria informado que o homem havia viajado.
Pedidos de comida permanecem no imóvel
Um detalhe encontrado pelos investigadores também chamou atenção. No dia 3 de setembro, foram feitos pedidos de comida por aplicativo para a residência. Os alimentos, porém, não teriam sido consumidos e permaneceram no imóvel.
A informação deverá ser confrontada com os demais elementos reunidos durante a perícia. A polícia também deverá analisar imagens e outros vestígios para tentar estabelecer o que ocorreu na casa depois do desaparecimento.
A localização do corpo só foi descoberta depois que a ex-companheira voltou ao imóvel. Preocupada porque não conseguia falar com o homem, ela foi até a residência e percebeu um forte cheiro vindo de dentro da casa.
A Polícia Militar foi chamada e encontrou uma das portas trancada por fora com um cadeado. Para acessar o cômodo, os policiais precisaram arrombar a entrada.
No interior, localizaram a pessoa já sem vida. O Samu esteve no endereço e confirmou a morte. Pelas condições encontradas, a suspeita inicial é de que o corpo pudesse estar no imóvel havia mais de dez dias.
A Polícia Científica realizou a perícia, enquanto investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciaram o levantamento dos elementos relacionados ao caso.
A confirmação da identidade dependerá dos exames da Polícia Científica. A Polícia Civil segue investigando para esclarecer a autoria, a motivação e a dinâmica da morte.
(Com informações do site GMC Online)
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