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Suspeito de matar médica ficou horas com corpo dela e bebê em apartamento

Médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta no apartamento onde vivia, em Maringá (Foto Rede Social)
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Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 11h42 - Modificado em 10 de setembro de 2026 às 12h08

O assassinato da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, em Maringá, ganhou novos detalhes a partir dos relatos prestados à polícia por familiares do suspeito. Segundo as informações da polícia, o homem, de 25 anos, permaneceu por horas no apartamento depois de matar a ex-companheira e chegou a colocar o filho do casal, um bebê de 8 meses, para dormir no local.

O crime aconteceu no último sábado (5). Após a agressão, o suspeito telefonou para uma prima e afirmou que havia “feito uma besteira” e matado a ex-companheira por enforcamento.

Preocupados com a criança, familiares perguntaram onde estava o bebê. O homem respondeu que havia colocado o filho para dormir e que ele permanecia no apartamento junto ao corpo da mãe.

A outras primas, ainda segundo os relatos apresentados à polícia, o suspeito admitiu o assassinato. “Briguei com Gassi e matei ela”, teria dito.

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Família encontrou médica morta

A situação foi descoberta depois que o irmão de Gassi recebeu uma ligação da mãe do suspeito. Ela contou que o filho havia chegado em casa ensanguentado.

O familiar foi até o apartamento da médica e encontrou a porta trancada. Do lado de fora, ouviu o choro contínuo do sobrinho. Diante da situação, arrombou a entrada para conseguir acessar o imóvel.

Gassi foi encontrada caída e com múltiplos ferimentos. O Samu foi acionado e constatou a morte ainda no local.

Durante o trabalho pericial, três facas com vestígios de sangue foram recolhidas nas proximidades do corpo.

“Cenário de terror”

O delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá, descreveu o apartamento como um “cenário de terror”. Segundo ele, havia marcas de sangue espalhadas por diferentes cômodos.

Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, e o suspeito do crime mantiveram um relacionamento e tiveram uma filha, que tinha 8 meses na ocasião do caso

A investigação aponta ainda que a médica sofreu ao menos dez golpes de arma branca.

O suspeito também foi encontrado ferido. Ele apresentava lesões graves no pescoço e no tórax e recebeu atendimento médico com apoio da Polícia Militar. Testemunhas relataram que, mesmo durante o atendimento, ele teria confessado o assassinato.

Suspeito teve prisão convertida em preventiva

A Justiça do Paraná converteu em preventiva a prisão em flagrante do homem após pedido do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Na manifestação, a promotoria classificou a gravidade atribuída ao crime como algo que “transborda os limites da barbárie ordinária”. O MP também apontou, de forma preliminar, que o suspeito não teria aceitado o fim do relacionamento e teria invadido o apartamento da ex-companheira antes de atacá-la.

A promotoria destacou ainda a frieza e a crueldade atribuídas à execução como fundamentos para a manutenção da prisão preventiva.

As acusações ainda serão analisadas pela Justiça, e o suspeito tem direito à defesa e à presunção de inocência.

Médica atuava em Sarandi

Gassi Paola de Souza Mazia trabalhava na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, município vizinho a Maringá.

O bebê de 8 meses estava no apartamento no momento em que o crime foi descoberto, segundo os relatos repassados à polícia.

(Com informações do site TN Online)

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