Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Operação mira grupo suspeito de furtar mais de 2 mil cabeças de gado no Noroeste do Paraná

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Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 9 de setembro de 2026 às 17h03 - Modificado em 9 de setembro de 2026 às 17h03

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) e a Polícia Militar do Paraná (PMPR) realizam uma operação contra uma organização criminosa ligada ao furto de gado no Noroeste do Estado. A ofensiva começou nas primeiras horas desta quarta-feira (9).

As forças de segurança cumprem 64 mandados judiciais durante a ação. São 17 mandados de prisão preventiva e 47 de busca e apreensão em 16 municípios da região.

Cerca de 210 policiais civis e militares participam da operação. As equipes contam ainda com cães de faro e apoio aéreo de helicópteros das duas forças de segurança.

Os mandados são cumpridos em Alto Paraná, Paranacity, Cruzeiro do Sul, Colorado, Itaguajé, Uniflor, Nova Esperança, Astorga, Jaguapitã, São João do Caiuá, São Jorge do Ivaí, São Geraldo, Luiziana, Campo Mourão, Araruna e Roncador.

Investigação começou após furto de 29 animais

As investigações começaram após o furto de 29 cabeças de gado em uma propriedade rural de Alto Paraná. O crime ocorreu em 13 de agosto de 2025.

A partir desse caso, as diligências da PCPR e da PMPR identificaram uma estrutura criminosa considerada profissionalizada e hierarquizada. Segundo a investigação, o grupo atuava no furto, transporte e comercialização de gado.

O trabalho investigativo durou aproximadamente dez meses. Nesse período, os policiais apontaram a participação de cerca de 40 pessoas na organização criminosa.

De acordo com a investigação, os integrantes exerciam funções específicas dentro do esquema. Entre elas estavam o reconhecimento das propriedades, a execução dos furtos e o apoio logístico.

O grupo também teria utilizado fraude documental para dar aparência de legalidade aos animais furtados. O gado era posteriormente encaminhado para receptadores e leilões.

Grupo teria atuado desde 2019

Segundo o delegado da PCPR João Lucas Vieira Caetano, as ações investigadas são mais antigas que o caso que deu início à operação. A apuração aponta que os crimes ocorreriam desde 2019.

“Verificamos que as ações criminosas remontam ao ano de 2019 e envolveriam o furto de mais de 2 mil cabeças de gado, com prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões apenas em parte da região Noroeste do Estado, locais em que foram registrados mais de 340 boletins de ocorrência nos últimos anos”, detalha o delegado.

A investigação considera ocorrências registradas nos últimos anos em parte da região Noroeste. Os dados reunidos pelas forças de segurança embasaram o pedido das medidas cautelares.

A autoridade policial representou pela prisão preventiva dos investigados e pelos mandados de busca e apreensão. O Poder Judiciário deferiu as medidas após manifestação favorável do Ministério Público.

Investigados podem responder por vários crimes

Os investigados poderão responder por diferentes crimes, conforme os elementos reunidos durante a investigação. Entre eles estão organização criminosa e furto qualificado de semoventes.

A lista também inclui receptação, corrupção ativa e passiva e inserção de dados falsos em sistema de informações. A investigação ainda apura possível adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Também são investigados crimes contra a saúde pública. Outros delitos poderão ser incluídos conforme o avanço das apurações realizadas pelas forças de segurança.

Com informações: PCPR

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