Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Advogado acusado de matar médica em Maringá confessou crime a familiares; ouça

Foto: reprodução redes sociais
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Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 8 de setembro de 2026 às 15h01 - Modificado em 8 de setembro de 2026 às 17h02

A Polícia Civil investiga como feminicídio a morte da médica Gassí Paola de Souza Mazia, 37, em Maringá. O principal suspeito é o companheiro dela.

João Vitor Domingues Romeiro, 25, é advogado e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça. Ele permanece internado sob escolta policial.

A médica foi encontrada morta a facadas no último sábado (5), em um apartamento na Zona 2 de Maringá. O filho do casal, um bebê de oito meses, estava no imóvel.

Segundo a investigação, João Vitor permaneceu algumas horas no apartamento após o crime. Nesse período, ele teria cuidado do bebê e tentado fazê-lo dormir.

Depois, o advogado deixou o imóvel e desceu pelas escadas até a garagem. Ele fugiu usando o carro da própria médica e deixou o filho trancado no apartamento.

Leia também: Médica é encontrada morta a facadas em apartamento onde estava com filho de 8 meses

Suspeito confessou crime durante fuga

Durante a fuga, João Vitor telefonou para a própria sogra e afirmou que havia matado Gassí. Em seguida, dirigiu até Mandaguari, onde procurou uma prima.

Segundo uma testemunha ouvida pela Polícia Civil, o advogado chegou à residência ferido. Ele apresentava mais de dez perfurações pelo corpo.

A familiar acionou a polícia e também comunicou o crime aos parentes da médica. O advogado foi localizado dentro do carro em Mandaguari e recebeu voz de prisão.

Ele foi levado para atendimento médico e continua internado no Hospital Universitário de Maringá. A origem dos ferimentos ainda não foi esclarecida pela investigação.

A Polícia Civil ainda não confirmou quem provocou as lesões. Também não há confirmação sobre uma eventual tentativa de tirar a própria vida.

Ouça o depoimento da testemunha familiar na íntegra:

Briga antes da morte é investigada

A testemunha relatou aos policiais que percebeu uma perfuração próxima à garganta de João Vitor. Ela também afirmou que o casal havia discutido antes da morte da médica.

De acordo com o depoimento, após a discussão, o advogado teria matado a companheira. A familiar, porém, disse não ter muita proximidade com o casal.

Ela afirmou que nunca havia visto Gassí pessoalmente. Ainda assim, sabia que os dois tinham terminado o relacionamento e reatado recentemente.

A Polícia Civil analisa a dinâmica do crime e busca esclarecer o que ocorreu dentro do apartamento. Imagens das câmeras de segurança do condomínio também são examinadas.

O carro utilizado pelo advogado para chegar a Mandaguari foi apreendido. O veículo será submetido a perícia para auxiliar nas investigações.

Família encontrou médica morta

O irmão de Gassí foi até o apartamento depois que familiares de João Vitor comunicaram o crime. Ao chegar ao local, ele ouviu o bebê chorando.

Como a porta estava trancada, o familiar precisou arrombá-la para entrar. Dentro do imóvel, encontrou grande quantidade de sangue e a médica morta em um dos quartos.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada. Os socorristas, porém, apenas puderam constatar a morte da vítima.

A Polícia Militar também esteve no condomínio e isolou o apartamento. A Polícia Científica realizou os procedimentos necessários para a perícia do local.

Moradores relataram às autoridades que não ouviram brigas ou pedidos de socorro durante o período provável do crime. A informação também será considerada na reconstrução dos fatos.

Leia também: Feminicídio: Médica encontrada morta ao lado de bebê é sepultada em Maringá

Relacionamento era considerado conturbado

Familiares disseram às autoridades que o relacionamento entre Gassí e João Vitor era conturbado. Segundo eles, o casal chegou a permanecer separado durante determinado período.

Os dois haviam reatado recentemente. A Polícia Civil investiga se a relação entre eles tem ligação com a motivação do crime.

Gassí trabalhava como médica da família em uma unidade básica de saúde de Sarandi. João Vitor atuava como assessor jurídico da Prefeitura de Marialva.

O município exonerou o advogado após o crime. A defesa de João Vitor está sob responsabilidade do advogado Israel Batista de Moura, de Marialva.

O defensor informou que ainda estuda o caso antes de apresentar uma manifestação. A expectativa é que a defesa se manifeste nesta terça-feira (8).

Investigação está com a Delegacia da Mulher

A investigação passou para a Delegacia da Mulher de Maringá. A delegada responsável pelo caso deve apresentar novas informações sobre o andamento da apuração.

A Polícia Civil trata o caso como feminicídio. Os investigadores ainda trabalham para esclarecer a dinâmica e a motivação da morte de Gassí.

O bebê de oito meses foi encontrado no apartamento próximo ao corpo da mãe. A situação da criança também integra o conjunto de circunstâncias analisadas pelas autoridades.

Com informações: GMC online

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