Dois policiais que atuavam na Delegacia de Icaraíma foram transferidos para unidades de Altônia e Pérola (Foto Danilo Martins/OBemdito)
Um ano após a chacina que chocou Icaraíma e repercutiu em todo o Paraná, um dos desdobramentos paralelos da investigação continua sob análise da Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Paraná (PCPR). Os dois policiais civis que atuavam no município e passaram a ser investigados internamente foram transferidos para outras unidades da região.
O OBemdito averiguou junto à Polícia Civil do Paraná que os agentes deixaram a Delegacia de Icaraíma e atualmente exercem suas funções nas unidades policiais de Altônia e Pérola. Ambos seguem sendo investigados pela Corregedoria-Geral da PCPR.
LEIA TAMBÉM: Um ano depois, Icaraíma segue a vida entre a memória de uma chacina e a rotina do interior
Em dezembro de 2025, a Polícia Civil divulgou um relatório sobre o andamento do inquérito que revelou a existência de indícios de possível comunicação entre os policiais e os principais suspeitos pelos assassinatos, Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, que permanecem foragidos.
Na ocasião, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços relacionados aos servidores investigados. O material recolhido foi encaminhado para análise, enquanto o procedimento passou a ser conduzido pela Corregedoria da instituição. Paralelamente, os agentes foram removidos para outras unidades policiais.
Desde então, não houve divulgação oficial de novos detalhes sobre esse braço da investigação.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Paraná é o órgão responsável pelo controle interno da atividade policial. Entre suas atribuições estão a apuração de infrações penais e administrativas, a coordenação de investigações disciplinares, a realização de inspeções administrativas e a fiscalização do cumprimento da legislação dentro da corporação.
A chacina de Icaraíma ocorreu em agosto de 2025 e teve como vítimas Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Mariscalchi e Robishley Hirnani de Oliveira.
Segundo a investigação, os quatro desapareceram após seguirem para uma propriedade rural do município para cobrar uma dívida relacionada à negociação de um imóvel. Dias depois, os corpos foram encontrados enterrados em uma área próxima ao pesqueiro pertencente à família Buscariollo.
As investigações apontaram Antônio Buscariollo e o filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, como os principais suspeitos do crime. Os dois seguem foragidos e são procurados pelas autoridades.
Enquanto o inquérito principal permanece sob sigilo, a investigação conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil continua analisando a eventual participação de terceiros e possíveis irregularidades praticadas por agentes públicos no decorrer do caso.
_______________________________________________________________________________________
ESTÁ EXPRESSAMENTE PROIBIDA A REPRODUÇÃO, PARCIAL OU INTEGRAL DESTE CONTEÚDO (TEXTO E IMAGENS) SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA DO SITE OBEMDITO, SOB PENA DE CONSEQUÊNCIAS LEGAIS PREVISTAS NA LEI Nº 9.610/98.
Equipamento estava instalado em um VW Polo estacionado em via pública no bairro Sonho Meu;…
Pintor umuaramense apresenta obras sobre os pracinhas da FEB no Museu do Expedicionário, dentro da…
Antes de levantar duas taças pela Chapecoense, Raiane da Silva Alves era apenas uma menina…
A vítima seguia para o trabalho, onde iniciaria o turno às 22h, quando foi atingido…
Lucas Alef chegou a Umuarama há dois anos e hoje é responsável pelas pizzas da…
Dois veículos bateram entre Santo Inácio e Nossa Senhora das Graças; duas vítimas morreram no…
Este site utiliza cookies
Saiba mais