Alfredo Gaspar foi anunciado por Flávio Bolsonaro como candidato a vice-presidente da República (Foto Rede Social de Alfredo Gaspar)
O presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, anunciou nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente da República. Ex-procurador-geral de Justiça de Alagoas, Gaspar foi relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e se filiou ao partido em março deste ano, após deixar o União Brasil.
A escolha do parlamentar alagoano representa uma tentativa de ampliar a presença eleitoral de Flávio no Nordeste, região em que o senador aparece atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de reforçar o discurso voltado à segurança pública, uma das principais bandeiras da campanha.
Durante os trabalhos da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar defendeu a responsabilização de integrantes do governo federal pelas fraudes em aposentadorias e pensões. No relatório final, o deputado propôs o indiciamento de Luiz Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República. O parecer, no entanto, foi rejeitado após a base governista vencer a votação.
A definição do nome de Alfredo Gaspar encerra semanas de negociações e dificuldades enfrentadas pelo PL para montar uma aliança eleitoral. Inicialmente, Flávio Bolsonaro pretendia compor a chapa com uma mulher ligada a um partido aliado, estratégia voltada principalmente para reduzir a rejeição entre o eleitorado feminino.
Nos bastidores, a preferência do senador era por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Bolsonaro e filiada ao Republicanos. O partido, porém, decidiu permanecer neutro na disputa presidencial e descartou o apoio à candidatura do PL.
Outra alternativa analisada foi a senadora Tereza Cristina (PP-MS), apoiada pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. Apesar das negociações, o PP também rejeitou uma aliança formal com Flávio.
A decisão dos partidos do centrão de não integrar a chapa deixou o PL isolado na disputa. Sem uma coligação, Flávio Bolsonaro terá cerca de 20% menos tempo de propaganda eleitoral na televisão em comparação com Lula, que reúne o apoio de outras seis legendas.
Integrantes da campanha buscavam um vice com projeção nacional e influência em setores estratégicos, como o agronegócio, o eleitorado evangélico e a região Nordeste.
Pesquisas internas apontaram dificuldades para encontrar um nome que atendesse a todos esses critérios. A escolha de Alfredo Gaspar acabou privilegiando a pauta da segurança pública e a tentativa de ampliar a presença do candidato bolsonarista no Nordeste.
Até os últimos dias, Flávio Bolsonaro afirmava que a definição do vice poderia se estender até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral. Na noite de terça-feira (4), porém, o PL confirmou que havia chegado a uma decisão e oficializou a chapa nesta manhã.
(Com informações da Folha Press)
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