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Líderes presos em Umuarama usavam rotas fluviais para distribuir drogas a outros estados, diz Gaeco

Líderes presos em Umuarama usavam rotas fluviais para distribuir drogas a outros estados, diz Gaeco
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 2 de julho de 2026 às 10h18 - Modificado em 2 de julho de 2026 às 13h30

A segunda fase da Operação Arayú revelou novos detalhes sobre a atuação da organização criminosa investigada por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Segundo o promotor de Justiça Guilherme Franchi da Silva, os líderes do grupo, presos nesta quinta-feira (2), utilizavam Umuarama como base logística para distribuir grandes carregamentos de entorpecentes que chegavam à região de fronteira por vias fluviais.

De acordo com o promotor, a droga era retirada principalmente nas regiões de Guaíra e Altônia e transportada por embarcações até pontos de transbordo. Depois, os carregamentos seguiam por rodovias para diversas regiões do Paraná e também para outros estados.

“As lideranças eram radicadas aqui em Umuarama e a logística utilizada para o escoamento das cargas envolvia o transbordo por meio fluvial”, afirmou.

Líder atuava como batedor

As investigações também apontaram que um dos líderes da organização exercia a função de batedor durante o transporte da droga. Conforme o Ministério Público, ele monitorava o trajeto dos veículos e encaminhava orientações em tempo real aos motoristas.

Segundo Guilherme Franchi da Silva, a análise dos celulares apreendidos mostrou que o investigado enviava capturas de tela com o percurso para dois adolescentes flagrados transportando 160,8 quilos de maconha na PR-317, em julho de 2025. As mensagens encontradas nos aparelhos dos adolescentes eram idênticas às localizadas no telefone do suspeito.

Na ocasião, apenas os adolescentes foram apreendidos, enquanto o homem apontado como responsável por orientar a viagem conseguiu fugir da abordagem policial. Ele acabou preso meses depois, durante o avanço das investigações.

Investigação começou após apreensão de maconha

O promotor destacou que a investigação teve início após a apreensão dos 160,8 quilos de maconha realizada pelo Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual em julho do ano passado.

A partir da perícia nos celulares recolhidos durante aquela ocorrência, o Gaeco conseguiu identificar parte da estrutura da organização criminosa e chegar aos responsáveis pela logística do tráfico.

“As investigações prosseguem. Foram apreendidos celulares e anotações, e certamente novas fases da operação virão, com novas prisões”, afirmou.

Integração entre forças de segurança

O major Haleyson, da Polícia Rodoviária Estadual ressaltou que a atuação conjunta entre o batalhão e o Gaeco fortalece o combate às organizações criminosas que utilizam as rodovias paranaenses para o transporte de drogas.

Segundo a corporação, além do cumprimento dos mandados em Umuarama, Guaíra e Londrina, houve uma prisão em flagrante por adulteração de veículo durante a operação.

Ainda conforme a PRE, o trabalho integrado permite unir a fiscalização nas rodovias com as investigações conduzidas pelo Ministério Público para desarticular toda a cadeia logística do crime organizado.

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