Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Criminosos passam a invadir residências atrás de malotes desaparecidos no Paraguai

Dinheiro transportado na aeronave pertence a empresas do Paraguai (Foto Gentileza/Bombeiros Voluntários de Minga Guazú)
Criminosos passam a invadir residências atrás de malotes desaparecidos no Paraguai
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 23 de abril de 2026 às 16h41 - Modificado em 23 de abril de 2026 às 16h41

A queda de uma aeronave carregada com dinheiro desencadeou uma onda de tensão em uma comunidade rural de Minga Guazú, próxima à fronteira com o Brasil. Desde o acidente, moradores do assentamento San Isidro relatam invasões e movimentações suspeitas em busca de valores que teriam desaparecido logo após o impacto.

O avião, um bimotor do modelo Cessna 402, transportava cerca de US$ 5 milhões pertencentes a empresas da região de Ciudad del Este, com destino à capital Assunção. Ainda durante o voo, uma falha mecânica provocou a perda de altitude e a queda da aeronave. O piloto não resistiu, enquanto outros três ocupantes ficaram feridos.

Parte da carga foi atingida pelas chamas, mas equipes de resgate conseguiram recuperar alguns malotes. Mesmo assim, uma quantia significativa não foi localizada. Segundo a empresa Prosegur, valores que somam cerca de US$ 1,3 milhão e R$ 4 milhões teriam desaparecido nas primeiras horas após o acidente.

Com isso, a região passou a ser alvo de operações policiais e também de ações criminosas. Autoridades paraguaias cumprem mandados de busca desde o início da semana, concentrando esforços principalmente em pessoas que estavam próximas ao local da queda.

SAIBA MAIS: Avião com R$ 15 milhões em dinheiro cai no Paraguai, e moradores saqueiam cédulas

Ao mesmo tempo, moradores denunciam episódios de violência. Há relatos de grupos armados invadindo casas durante a madrugada em busca do dinheiro. Em um dos casos, uma mulher afirmou ter sido surpreendida por homens encapuzados dentro da própria residência.

Também surgiram queixas envolvendo possíveis abordagens irregulares, com suspeitas de entradas em imóveis sem autorização judicial.

Até agora, não houve confirmação oficial de prisões nem da recuperação dos valores desaparecidos. As investigações seguem sob responsabilidade do promotor Alcides Giménez, com decisões judiciais da juíza Jorgelina Melgarejo Vera.

(Com informações do site H2Foz)

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