Sugestão de trocar Irã pela Itália na Copa do Mundo gera críticas e é descartada
Uma proposta inusitada envolvendo a próxima Copa do Mundo provocou reações negativas na Itália. A sugestão de substituir o Seleção do Irã pela Seleção Italiana no torneio foi recebida com ceticismo e críticas por autoridades e especialistas.
A ideia partiu de Paolo Zampolli, enviado ligado ao ex-presidente Donald Trump, que afirmou ter sugerido a mudança tanto ao líder americano quanto ao presidente da FIFA, Gianni Infantino. Segundo ele, a tradição italiana no futebol justificaria uma eventual inclusão.
A proposta, no entanto, não encontrou respaldo. O ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, afirmou que a ideia “não é possível” e ressaltou que vagas em Copas do Mundo são conquistadas dentro de campo. Já o ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, classificou a sugestão como “vergonhosa”.
Especialistas também minimizaram a hipótese. O técnico Gianni De Biasi destacou que, em caso de ausência de uma seleção classificada, a vaga tende a ser preenchida por outra equipe do mesmo grupo eliminatório e não por convite.
A própria FIFA já havia sinalizado que não há qualquer discussão nesse sentido. Infantino declarou recentemente que o Irã deve disputar o torneio normalmente, defendendo que o esporte não seja misturado com questões políticas.
Atualmente, não há indicativo de que o Irã será excluído da competição. A seleção asiática garantiu vaga e segue se preparando para o torneio, enquanto a Itália ficou de fora após nova eliminação na repescagem, que foi a terceira ausência consecutiva em Copas do Mundo.
Caso ocorresse alguma mudança improvável, caberia à FIFA definir a substituição, conforme o regulamento. Ainda assim, a tendência seria a escolha de outra equipe da Ásia, região à qual o Irã pertence.
A Copa do Mundo será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, com início previsto para 11 de junho.
(Com informações da Folha Press)





