Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Paraná envelhece e tem mais casas com até duas pessoas, aponta IBGE

Dados do IBGE mostram envelhecimento da população e aumento de domicílios com menos moradores no Paraná (Foto Danilo Martins/OBemdito)
Paraná envelhece e tem mais casas com até duas pessoas, aponta IBGE
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 17 de abril de 2026 às 11h17 - Modificado em 6 de maio de 2026 às 01h59

Dados divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam mudanças no perfil populacional e domiciliar do Paraná, com destaque para o envelhecimento da população e o aumento de residências com menos moradores.

As informações fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua de 2025, baseada em cerca de 168 mil domicílios ao longo dos quatro trimestres do ano.

A estrutura etária do estado reforça uma tendência já observada na última década. Entre 2012 e 2025, houve redução em todas as faixas etárias até 24 anos, especialmente entre jovens de 15 a 19 anos, que registraram queda de 19,2%. Em contrapartida, a população a partir dos 25 anos cresceu, com destaque para os grupos de 60 a 64 anos (alta de 58,5%) e de 70 a 74 anos (78,5%).

No mesmo período, o número de domicílios também aumentou. Em 2025, o estado contabilizou cerca de 4,52 milhões de residências, crescimento de 4,3% em relação ao ano anterior, o equivalente a 185 mil novas unidades. Desde 2016, a alta acumulada chega a 19,27%.

O avanço no total de moradias vem acompanhado de mudanças no perfil de ocupação. Cresceu a proporção de casas com um ou dois moradores, enquanto diminuiu a participação de domicílios mais numerosos. Em média, cada residência no Paraná tinha 2,6 moradores em 2025, indicando redução no adensamento.

As casas seguem como o principal tipo de moradia, representando 83,5% dos domicílios. Já os apartamentos somam 16,4%, mas tiveram crescimento proporcional mais acelerado na última década. Entre 2016 e 2025, o número de apartamentos aumentou 79,2%, contra 11,9% das casas.

Quanto à condição de ocupação, a maioria dos imóveis (54,8%) era própria e já quitada. Outros 10,6% ainda estavam sendo pagos, 25,1% eram alugados e 9% cedidos. O número de imóveis financiados e alugados foi o que mais cresceu entre 2024 e 2025.

O levantamento também aponta diferenças entre áreas urbanas e rurais em relação ao saneamento. Nas cidades, 80,1% dos domicílios utilizavam rede geral de esgoto, enquanto, na zona rural, predominavam formas consideradas inadequadas, como fossas rudimentares e descarte a céu aberto.

No preparo de alimentos, o gás de botijão segue predominante, presente em 88,4% das residências. O uso de energia elétrica como complemento, por meio de equipamentos como micro-ondas e forno elétrico, foi registrado em 65,7% dos domicílios.

Outro destaque é o crescimento das moradias unipessoais. Em 2025, 18,7% dos domicílios eram ocupados por apenas uma pessoa. Ainda assim, o modelo mais comum permanece o nuclear, formado por casais com ou sem filhos, que representa 69% das unidades no estado.

(Com informações do IBGE)

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