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Moraes determina que PF ouça Flávio Bolsonaro em investigação sobre calúnia contra Lula

Moraes determina que PF ouça Flávio Bolsonaro em investigação sobre calúnia contra Lula
Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal colha o depoimento de Flávio Bolsonaro (Foto Agência Brasil)
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Publicado em 7 de julho de 2026 às 12h54 - Modificado em 7 de julho de 2026 às 12h54

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal ouça o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no âmbito da investigação que apura a suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O depoimento deverá ser realizado no prazo máximo de dez dias.

Em razão do cargo que ocupa, o parlamentar poderá combinar diretamente com a Polícia Federal o local, a data e o horário em que prestará esclarecimentos.

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A investigação foi instaurada após uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X. Ao comentar a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, o senador afirmou que Lula seria delatado e atribuiu ao presidente supostos crimes como tráfico internacional de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, apoio a terroristas, ditaduras e fraudes eleitorais.

A decisão do ministro acompanha manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Para ele, a oitiva é uma etapa necessária da investigação e pode, inclusive, abrir espaço para uma eventual retratação por parte do senador.

Segundo Gonet, o depoimento tem “especial relevância”, principalmente pela possibilidade de retratação, hipótese prevista na legislação penal que pode afastar a aplicação de pena em casos de crimes contra a honra.

O Código Penal estabelece que o investigado fica isento de punição se se retratar antes da sentença. Quando a manifestação questionada ocorre por meio de veículos de comunicação ou redes sociais, a retratação pode ser feita pelo mesmo canal, caso a vítima assim deseje.

A abertura do inquérito foi autorizada por Alexandre de Moraes em abril. No fim de junho, a Polícia Federal concluiu a investigação preliminar apontando que há elementos para a apuração do crime de calúnia, ao entender que o senador atribuiu falsamente ao presidente da República a prática de crimes previstos na legislação brasileira.

Em manifestações anteriores, a equipe de Flávio Bolsonaro afirmou que a investigação representa uma tentativa de restringir a liberdade de expressão e criticou a atuação de Alexandre de Moraes, classificando o ministro como um dos responsáveis pelo que chamou de “desequilíbrio democrático recente”.

(Com informações da Folha Press)

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