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Defesa de PM preso diz que ‘fofocas’ motivaram caso e contesta prisão preventiva

Após a prisão, o policial foi encaminhado para Curitiba, onde permanece à disposição da Justiça (Foto Rede Social)
Defesa de PM preso diz que ‘fofocas’ motivaram caso e contesta prisão preventiva
Redação - OBemdito
Publicado em 28 de março de 2026 às 15h52 - Modificado em 28 de março de 2026 às 17h37

A defesa do policial militar Anderson Araújo Silva, preso por suspeita de agredir a ex-companheira em Umuarama, se manifestou na noite de sexta-feira (27) sobre o caso. Além disso, questionou os fundamentos da prisão preventiva.

A nota foi enviada às 23h56 e é assinada pelo advogado Felippe Augusto Carmelo Gaioski. A reportagem, publicada às 20h47, foi ao ar sem o posicionamento da defesa, após OBemdito solicitar e aguardar o comunicado que o escritório de advocacia informou que enviaria ainda no período da tarde.

Na nota, o advogado afirma que teve acesso ao pedido judicial que resultou na prisão, mas ainda não ao inquérito policial. Segundo ele, a análise completa dos fatos está prejudicada pela ausência desse conteúdo, que tramita sob segredo de Justiça. A nota na íntegra está no final da reportagem.

A defesa sustenta que os episódios estão ligados a desentendimentos de ordem pessoal, mencionando que “fofocas” teriam gerado transtornos na vida do policial. Ainda assim, Gaioski afirma que não há, neste momento, elementos que configurem crime capaz de justificar a prisão preventiva.

O advogado também argumenta que o policial não manteve contato direto ou indireto com eventual testemunha. Apesar disso, o mandado de prisão expedido pela Justiça considerou que o investigado teria causado temor a uma pessoa envolvida, entendimento que embasou a medida cautelar.

A defesa informa ainda que verifica se há elementos que possam caracterizar eventual coação no curso do processo, hipótese que poderia sustentar a decisão. Até o momento, porém, não há denúncia formal apresentada.

Por fim, o advogado declarou que o caso será analisado de forma mais aprofundada após o acesso integral aos autos e que a defesa adotará as medidas cabíveis dentro da legalidade.

O caso

O policial militar, lotado no 25º Batalhão da Polícia Militar (25º BPM), foi preso preventivamente após ocorrências que envolvem suspeita de agressão contra a ex-companheira. Além disso, também há suspeita de ameaças a servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Segundo apuração do OBemdito, a primeira ocorrência foi registrada na segunda-feira (23), quando o militar teria agredido a mulher com quem estaria em processe de separação. O fato ocorreu enquanto a vítima retirava os pertences da residência onde viviam. A ex-companheira sofreu lesões e deixou a cidade, permanecendo em local não divulgado.

Na ocasião, a Polícia Militar do Paraná foi acionada e conduziu o policial. No entanto, ele foi posto em liberdade no dia seguinte.

O caso teve novo desdobramento na quinta-feira (26). Conforme apurado, o militar teria ido a Secretaria Municipal de Assistência Social, onde a ex-companheira trabalha, e ameaçado servidores.

Diante do episódio, a Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia da Mulher, representou pela prisão preventiva, que foi autorizada pela Justiça e cumprida na mesma noite, com apoio da Polícia Militar.

Após a prisão, o policial foi encaminhado para Curitiba, onde permanece à disposição da Justiça.

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Confira abaixo a íntegra da nota enviada pela defesa do policial militar

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