Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Programa de R$ 23 milhões leva energia solar a escolas do Noroeste do Paraná

Foto: Copel
Programa de R$ 23 milhões leva energia solar a escolas do Noroeste do Paraná
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 25 de março de 2026 às 10h35 - Modificado em 25 de março de 2026 às 10h35

Escolas públicas da região Noroeste do Paraná estão entre as primeiras a receber sistemas de energia solar dentro de um programa estadual de modernização. A iniciativa integra o Programa de Eficiência Energética da Copel e prevê investimento de R$ 23 milhões. Ao todo, 200 instituições serão beneficiadas em diferentes regiões do Estado.

O projeto busca reduzir custos com energia elétrica e melhorar a infraestrutura escolar. Além disso, a proposta inclui a substituição de equipamentos antigos por modelos mais eficientes. Com isso, a expectativa é garantir mais conforto para alunos e professores, ao mesmo tempo em que promove o uso consciente de energia.

Primeira fase no noroeste

Na primeira fase, o destaque fica para o Noroeste do Paraná. Oito escolas já recebem sistemas fotovoltaicos na região. As unidades estão localizadas nos municípios de Perobal, Esperança Nova, Alto Piquiri, São Jorge do Patrocínio, Cafezal do Sul e Brasilândia do Sul, o que reforça o protagonismo regional no início da execução.

Entre as instituições contempladas estão a Escola Ana Neri, em Perobal, e o Centro Municipal de Educação Infantil Pequeno Príncipe, em Esperança Nova. Também participam o Colégio João XXIII, em Alto Piquiri, e escolas em São Jorge do Patrocínio, Cafezal do Sul e Brasilândia do Sul. Dessa forma, a região passa a concentrar experiências práticas de sustentabilidade no ambiente escolar.

Ao todo, 155 escolas receberão sistemas próprios de geração solar. Outras 45 unidades terão apenas a troca de equipamentos, devido a limitações estruturais. Estão previstas a instalação de 6.467 placas fotovoltaicas, além da substituição de 246 geladeiras, 196 aparelhos de ar-condicionado e 10.540 lâmpadas.

Segundo o gerente-executivo de Inovação da Copel, Rafael Eichelberger, a iniciativa representa um avanço importante. “Ao levar geração solar e equipamentos eficientes para dentro das unidades de ensino, criamos ambientes mais confortáveis e permitimos que as escolas direcionem os recursos economizados na conta de luz diretamente para ações educacionais”, afirma.

Além disso, a iniciativa tem recebido avaliação positiva das comunidades escolares. Em Esperança Nova, a diretora Neuzeli Duenha Bogas Simões destaca o impacto pedagógico. “Os estudantes aprendem, na prática, sobre a importância de cuidar do meio ambiente e de utilizar os recursos naturais de forma consciente. Vai além do benefício econômico: é um compromisso com o futuro, com a educação ambiental e com a formação de cidadãos mais conscientes”, afirma.

Em Alto Piquiri, a diretora Aparecida Josefina Rondis também ressalta a relevância do projeto. “Esta ação demonstra o compromisso da Copel com a sustentabilidade. Com a instalação desses equipamentos, teremos redução de custos e incentivo à educação ambiental”, explica.

Já em São Jorge do Patrocínio, a diretora Edleusa de Souza Silva Cichocki aponta ganhos estruturais e educacionais. “Esta iniciativa insere a sustentabilidade no cotidiano escolar e contribui para a formação de estudantes mais conscientes e comprometidos com o futuro. É uma ação que fortalece a escola como espaço de educação, inovação e responsabilidade social”, afirma.

O Programa de Eficiência Energética busca reduzir o desperdício e incentivar o consumo consciente. A iniciativa é regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica. A seleção das escolas considerou indicadores como IDH, desempenho educacional e consumo de energia.

Por fim, a previsão é concluir todas as obras até 2027. Com isso, o governo espera ampliar a eficiência energética e fortalecer a qualidade do ensino público em todo o Paraná, com destaque para o avanço já visível no Noroeste.

Com informações: AEN

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