Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Alunos da rede estadual apresentam projetos científicos na Expo Umuarama

Foto: E.E Manuel Bandeira
Alunos da rede estadual apresentam projetos científicos na Expo Umuarama
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 17 de março de 2026 às 17h30 - Modificado em 17 de março de 2026 às 17h30

Dois projetos desenvolvidos por estudantes da rede estadual do Paraná serão apresentados nesta quarta-feira, 18, durante a Expo Umuarama. As iniciativas destacam soluções nas áreas de ciência, tecnologia e sustentabilidade.

A apresentação ocorre no espaço do Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM, instalado no Parque de Exposições de Umuarama. O evento começou no dia 12 e segue até 22 de março.

Os projetos foram desenvolvidos por alunos que participam de clubes de ciências da rede estadual. A proposta é mostrar ao público como a pesquisa escolar pode contribuir para enfrentar desafios reais da sociedade.

Para o secretário de Educação do Paraná, Roni Miranda, a participação em eventos de grande porte reforça o papel da escola pública. “Projetos como esses mostram como a escola pública pode ser um espaço de inovação, criatividade e desenvolvimento científico”.

O secretário também destacou a importância do estímulo à pesquisa. “Quando os estudantes são estimulados a pesquisar e criar soluções para desafios reais, como o combate à dengue ou a preservação ambiental, eles desenvolvem pensamento crítico, autonomia e protagonismo”.

Um dos destaques é o DengueBot, criado por alunos do Colégio Estadual Vereador José Balan. O projeto consiste em um robô autônomo capaz de auxiliar no combate ao mosquito Aedes aegypti.

Foto: CE Vereador José Balan

O equipamento atua por meio da dispersão de citronela, substância utilizada como repelente natural. A ideia surgiu em 2023, durante o aumento dos casos de dengue no município.

Segundo o professor Maikon Schmidt, a iniciativa partiu dos próprios alunos. “Naquele período, muitos alunos e professores começaram a faltar às aulas por causa da dengue. Os próprios estudantes trouxeram a proposta”.

O protótipo foi desenvolvido ao longo de seis meses durante aulas de robótica. Os alunos utilizaram kits educacionais com sensores, motores e placas eletrônicas, além de materiais recicláveis e componentes reaproveitados.

Inicialmente criado por quatro alunos do 7º ano, o projeto passou a integrar um Clube de Ciências com 22 estudantes. Os participantes possuem altas habilidades e interesse em áreas como tecnologia e engenharia.

O DengueBot já conquistou reconhecimento em eventos científicos. Em 2024, venceu a categoria Robótica do concurso Agrinho. Em 2025, conquistou o primeiro lugar em Ciências Biológicas na Fecci e também na FENAAHS.

Com os resultados, os estudantes se classificaram para a Feira Brasileira de Iniciação Científica, que ocorre em maio, em Jaraguá do Sul.

Outro projeto apresentado é o Paisagismo Sustentável, desenvolvido por alunos da Escola Estadual Manuel Bandeira, em Alto Piquiri. A iniciativa integra o programa Paraná Faz Ciência.

O projeto envolve cerca de 30 estudantes em atividades voltadas à educação ambiental. As ações incluem criação de hortas, jardins e sistemas de irrigação inteligente com uso de materiais recicláveis.

A professora Katia Regina Cosmo afirma que a ideia surgiu da necessidade de melhorar o ambiente escolar. “A ideia nasceu da necessidade de tornar a escola mais atrativa e significativa para os alunos”.

A coautora Janice Almeida Tecilla destaca o impacto educacional. “Ao mesmo tempo, participam da revitalização dos espaços da escola e desenvolvem consciência ambiental”.

O projeto começou em 2024 e já recebeu premiações. Em 2025, conquistou o primeiro lugar na categoria Inovação, Tecnologia e Robótica da Fecci.

A apresentação dos projetos na Expo Umuarama permite o contato direto com o público. Visitantes podem conhecer os protótipos, conversar com os alunos e participar de atividades interativas.

As apresentações ocorrem no dia 18, com o DengueBot das 14h às 16h e o Paisagismo Sustentável das 14h às 17h. A entrada no evento será solidária, mediante doação de um quilo de alimento não perecível.

Para professores e estudantes, a participação reforça o papel da ciência na educação básica. “Eventos como esse permitem mostrar como a ciência desenvolvida na escola pode ajudar a resolver problemas reais”, afirmou Schmidt.

Com informações: AEN

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