Defesa de Lulinha admite viagem a Portugal a convite de investigado do INSS
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva informou ao Supremo Tribunal Federal que o empresário viajou a Portugal em novembro de 2024 a convite de Antônio Carlos Camilo Antunes. A informação consta em petição enviada à Corte e foi confirmada pelo Metrópoles.
Segundo os advogados, a viagem teve como objetivo a visita a uma fábrica de produtos de cannabis medicinal em território português. Lulinha teria participado da agenda ao lado do lobista, apontado como investigado em apurações recentes envolvendo o INSS.
A defesa afirma que a visita não resultou em qualquer parceria comercial. Os advogados também negam que o empresário tenha recebido valores de Antunes e sustentam que não houve desdobramentos econômicos após o encontro.
De acordo com a petição, não há informação precisa sobre quem custeou a viagem. A defesa aponta que os gastos podem ter sido pagos pelo próprio lobista ou pela empresa responsável pela fábrica visitada em Portugal.
Esta é a primeira vez que os advogados admitem a relação entre Lulinha e o chamado Careca do INSS. Antônio Carlos Camilo Antunes está preso preventivamente desde setembro de 2025.
Filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, Lulinha não é apontado como alvo da investigação. A defesa sustenta que sua conduta não apresenta irregularidades.
A prisão de Antunes ocorreu no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. O lobista é apontado como figura central em um suposto esquema de descontos ilegais aplicados a aposentadorias e pensões do INSS.
As apurações indicam que valores teriam sido cobrados sem autorização dos beneficiários. O caso ganhou repercussão nacional após reportagens publicadas pelo Metrópoles.
Na petição enviada ao STF, a defesa reforça que a viagem teve caráter pontual. “Os advogados, no entanto, negam que o filho mais velho do presidente tenha firmado negócios ou recebido valores do empresário”, diz o documento.
Os advogados afirmam que não há elementos que indiquem irregularidade. Eles sustentam que a participação de Lulinha na visita não ultrapassou o caráter institucional descrito na manifestação.
Com informações: Metrópoles





