Jaqueline Mocellin Publisher do OBemdito

Cão vítima de maus-tratos é resgatado em Altônia e moradora acaba presa

Foto: Associação de Amparo Animal Focinhos e Bigodes
Cão vítima de maus-tratos é resgatado em Altônia e moradora acaba presa
Jaqueline Mocellin - OBemdito
Publicado em 1 de março de 2026 às 12h05 - Modificado em 1 de março de 2026 às 12h09

Um caso de maus-tratos a animais ocorreu na cidade de Altônia no último sábado (28) e resultou no resgate de um cão em estado crítico. A Associação de Amparo Animal Focinhos e Bigodes agiu prontamente após receber uma denúncia alarmante. O animal, encontrado amarrado, com feridas profundas e infestado por larvas, estava extremamente debilitado, incapaz de se mover e emitindo gritos de dor por cerca de uma semana.

A Guarda Civil Municipal, representada pelos GMs Luzinete e Ribeiro, confirmou a denúncia no local. A tutora do cão estava ausente, e apenas uma criança se encontrava na residência.

Imediatamente, as representantes da associação, Lana Caroline e Ana Cláudia, encaminharam o animal para atendimento veterinário. O diagnóstico revelou cinomose, além das graves feridas e da infestação por larvas.

Após os cuidados iniciais, o cão permaneceu sob a guarda da Associação Focinhos e Bigodes.

Os guardas encontraram a tutora assim que ela retornou para casa e a prenderam em flagrante por maus-tratos. A Polícia Militar de Altônia ofereceu suporte à Guarda Municipal durante a ocorrência.

Os guardas e policiais conduziram a mulher ao destacamento da Polícia Militar para confecção do boletim da ocorrência. Posteriormente eles a encaminharam ao hospital municipal para elaboração de laudo de lesão corporal e, na sequência, a entregaram na Delegacia de Polícia para os procedimentos cabíveis.

A comunidade pode colaborar com denúncias de casos de maus-tratos ligando para o número 153.

A legislação brasileira é clara quanto aos maus-tratos a animais. A Lei nº 14.064/2020 (Lei Sansão), prevê que maus-tratos contra cães e gatos podem resultar ao autor sanções. Entre elas, reclusão de dois a cinco anos, multa e a proibição de ter a guarda do animal.

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