Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Escola que homenageou Lula é rebaixada no Carnaval do Rio; Viradouro vence

Foto: Divulgação RioTur
Escola que homenageou Lula é rebaixada no Carnaval do Rio; Viradouro vence
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 18 de fevereiro de 2026 às 17h47 - Modificado em 18 de fevereiro de 2026 às 17h48

A Acadêmicos de Niterói foi rebaixada para a Série Ouro após desfilar no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. A escola apresentou o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.

No entanto, a agremiação não alcançou a pontuação necessária para permanecer na elite do samba carioca. Segundo a apuração oficial, a escola somou 264,6 pontos. Para efeito de comparação, a campeã Unidos do Viradouro conquistou 270 pontos.

Além disso, o samba-enredo trouxe referências diretas ao universo do Partido dos Trabalhadores. A letra reproduziu o grito “Olê, olê, olê, olá, Lula, Lula”. Também mencionou, em duas passagens, o número 13, associado ao partido.

A composição citou ainda a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja. Além disso, fez referência ao filme Ainda Estou Aqui.

Enredo

Por outro lado, o enredo narrou a trajetória de Luiz Inácio Lula da Silva desde 1952. A narrativa destacou a história de Eurídice Ferreira de Mello, mãe de oito filhos. Segundo a letra, ela realizou uma viagem de “13 noites e 13 dias” em um caminhão pau-de-arara.

A viagem partiu de Garanhuns, em Pernambuco, até a periferia de Guarujá, em São Paulo. Assim, a escola fez alusão à trajetória familiar do presidente.

Durante o desfile, o ator e humorista Paulo Vieira interpretou Lula na avenida. Enquanto isso, o presidente acompanhou a apresentação do camarote da Prefeitura do Rio de Janeiro. Em seguida, ele desceu para a avenida.

A primeira-dama, no entanto, não desfilou. Ela era aguardada no último carro alegórico. Contudo, quem ocupou o espaço foi a cantora Fafá de Belém.

Além da homenagem, a escola incluiu uma alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma alegoria, ele apareceu representado como um palhaço na prisão.

A figura usava roupas listradas, comuns em representações de presidiários. Também exibia uma tornozeleira eletrônica com sinais de violação.

Por fim, a alegoria remeteu ao episódio que levou à revogação da prisão domiciliar do ex-presidente, em novembro do ano passado. Assim, o desfile misturou elementos biográficos, políticos e críticos, mas não convenceu os jurados.

Com informações: Metrópoles

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