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Mulher é presa suspeita de aplicar golpe do falso emprego para financiar carros

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Mulher foi presa em flagrante em um coworking no momento em que iniciaria mais uma falsa entrevista de emprego (Foto Polícia Civil)
Mulher é presa suspeita de aplicar golpe do falso emprego para financiar carros
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 12h25 - Modificado em 5 de fevereiro de 2026 às 12h28

Uma mulher de 32 anos foi presa em flagrante na última terça-feira (3), em um coworking de Guarapuava, na região Central do Paraná, suspeita de aplicar o chamado “golpe do falso emprego”. De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), ela utilizava entrevistas de trabalho inexistentes como pretexto para obter dados pessoais das vítimas e, a partir dessas informações, financiar veículos em nome delas.

As investigações apontam que a suspeita se apresentava como psicóloga e utilizava um nome falso para ter acesso aos dados da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) das vítimas. Com essas informações, ela conseguia captar a biometria facial, que posteriormente era repassada a outros integrantes do grupo criminoso.

Segundo o delegado Ramon Galvão, responsável pelo caso, a prisão ocorreu no momento em que uma nova falsa entrevista de emprego seria iniciada, o que evitou novos prejuízos financeiros. “Havia pessoas que já tinham participado da primeira etapa e que acreditavam estar avançando em um processo seletivo legítimo, inclusive com previsão de coleta de biometria facial”, afirmou.

As vítimas relataram à polícia que receberam as supostas propostas de emprego por meio das redes sociais. A PCPR alerta para que a população desconfie de ofertas com promessas excessivamente vantajosas e recomenda verificar a existência da empresa ou da agência recrutadora antes de fornecer qualquer dado pessoal.

Natural de Curitiba, a mulher afirmou em depoimento que era responsável apenas pela coleta dos dados e que havia chegado a Guarapuava no mesmo dia com o objetivo de aplicar o golpe. Ela foi encaminhada ao sistema penitenciário e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas.

(Com informações da Banda B e da Polícia Civil do Paraná)

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