Paranaense é resgatada após sofrer assédio e violência sexual no RJ
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) teve atuação decisiva em uma investigação que resultou no resgate de uma mulher paranaense mantida em cárcere privado no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro. A ação integrada ocorreu na noite de terça-feira (3), com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro e da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap).
As diligências começaram após familiares da vítima procurarem o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), da PCPR, relatando que a mulher estaria sendo mantida em cativeiro por um homem que ela havia conhecido no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, o suspeito passou a assediá-la e a insistir em um relacionamento. Diante da recusa, ele teria conseguido entrar no apartamento da vítima no sábado e, a partir de então, passou a impedi-la de sair do local.
De acordo com o delegado da PCPR Thiago Teixeira, além do cárcere privado, a mulher foi submetida a agressões físicas e violência sexual. Em um momento de descuido do autor, ela conseguiu enviar uma mensagem cifrada à família por meio de um telefone celular, informando que estava sendo mantida em cativeiro.
Com base nas informações recebidas, o Tigre iniciou diligências, confirmou a localização do endereço e repassou os dados à Delegacia Antissequestro do Rio de Janeiro. As forças de segurança fluminenses se deslocaram até o local indicado, onde realizaram o resgate da vítima e prenderam o suspeito em flagrante.
Após o resgate, a mulher foi encaminhada para atendimento médico e psicológico. A PCPR destacou que a atuação do Tigre desde o primeiro contato com a família foi fundamental para a rápida resposta ao caso e ressaltou a importância da integração entre forças policiais de diferentes estados no enfrentamento de crimes graves como cárcere privado e violência contra a mulher.






