Jaqueline Mocellin Publisher do OBemdito

Novo medicamento para prevenir vírus sincicial em bebês chega ao Paraná

Medicamento Contra O Vírus Sincicial Em Bebês Chegará Ao Paraná (1)
Fotos: Cemepar
Novo medicamento para prevenir vírus sincicial em bebês chega ao Paraná
Jaqueline Mocellin - OBemdito
Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 20h03 - Modificado em 27 de janeiro de 2026 às 20h04

A Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) passará a ofertar um novo medicamento para infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). As primeiras doses do Nirsevimabe, anticorpo monoclonal, chegaram nesta terça-feira (27) ao Estado através do Sistema Único de Saúde (SUS). O próximo passo é a distribuição e o medicamento estará disponível a partir de fevereiro de 2026.

A Sesa destinará o medicamento aos bebês prematuros e crianças com comorbidades, seguindo as diretrizes nacionais, conforme critérios técnicos que o Ministério da Saúde define. Todas as maternidades para o alto risco receberão o Nirsevimabe.

Assim como o Palivizumabe, que já existe na rede pública, o Nirsevimabe não é uma vacina. Ele é um imunobiológico de imunização passiva que fornece anticorpos prontos para a proteção contra o vírus sincicial.

A principal diferença entre os dois produtos está no esquema de aplicação. Enquanto o Palivizumabe requer doses mensais durante o período de maior circulação do vírus, a administração do Nirsevimabe ocorre em dose única.

O Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), aprovou a oferta pelo SUS. Por isso, a partir do início de fevereiro começará a utilização do medicamento, que seguirá orientações específicas sobre fluxos, registro das doses e unidades dispensadoras. O SUS destinou 1.366 doses para o Paraná.

Leia também: 12ª Regional de Saúde recebe 713 doses da vacina contra o vírus sincicial para gestantes.

Vírus sincicial pode causar doenças respiratórias

O vírus sincicial é uma das principais causas de infecção do trato respiratório inferior em bebês e crianças pequenas. Essas doenças podem evoluir para bronquiolite e pneumonia, especialmente nos primeiros meses de vida.

A incorporação do Nirsevimabe não implica a substituição imediata do Palivizumabe no SUS, explicou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto. “O novo imunobiológico passa a integrar as estratégias de prevenção contra o vírus sincicial de acordo com critérios técnicos. Esse é mais um reforço na proteção aos grupos prioritários. O Palivizumabe segue sendo ofertado conforme as indicações já estabelecidas nos protocolos vigentes”, informou.

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Critérios de uso do Nirsevimabe

A Sesa distribuirá o Nirsevimabe para todas as Regionais de Saúde que, posteriormente, repassarão para os hospitais com maternidade de alto risco. Dessa forma, nessas unidades há risco de casos de Vírus Sincicial Respiratório.

O Nirsevimabe é indicado para bebês prematuros, nascidos com idade gestacional igual ou inferior a 36 semanas e 6 dias, independentemente do peso.

Além disso, o medicamento serve para crianças com idade inferior a 24 meses (até 1 ano, 11 meses e 29 dias) que apresentem comorbidades previstas nos critérios de inclusão. Entre elas, cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias congênitas das vias aéreas.

Para bebês prematuros, a administração do Nirsevimabe poderá ocorrer ao longo de todo o ano, preferencialmente ainda nas maternidades. Já para crianças com comorbidades, a aplicação será exclusivamente durante o período sazonal do VSR, compreendido entre fevereiro e agosto.

Quando indicado, o medicamento poderá ser administrado na maternidade ou durante a internação neonatal, desde que o recém-nascido esteja clinicamente estável, sem instabilidade cardiorrespiratória ou necessidade de suporte intensivo imediato.

O uso é contraindicado em casos de histórico de reação alérgica grave ao medicamento ou a seus componentes, bem como em situações de distúrbios hemorrágicos significativos que impeçam a aplicação por via intramuscular. Em casos específicos, a possibilidade de uso por via subcutânea poderá ser avaliada pela equipe médica, conforme orientações técnicas.

(Informações: AEN)

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