Policiais do Paraná são presos suspeitos de roubo de R$ 15 milhões em diamantes
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou a Operação Focinheira e prendeu cinco pessoas suspeitas de um roubo de diamantes, incluindo dois policiais militares da ativa. Os detidos são suspeitos de fazer parte de um grupo que roubou R$ 15 em joias, na cidade de Londrina.
O crime aconteceu em 18 de novembro de 2024. Na ocasião, quatro homens armados, que se apresentaram como policiais, abordaram um veículo ocupado por três pessoas vindas de São Paulo. No decorrer da investigação, a Polícia descobriu a carga de diamantes levada no carro roubado.
Além das cinco prisões, foram executados 15 mandados de busca e apreensão em Londrina e Ibiporã, no Paraná, e em Bauru e São Paulo, no Estado de São Paulo. Nos endereços, os policiais apreenderam armas de fogo, munições e diversos cheques com quantias que somam R$ 11,6 milhões.
Segundo a PCPR, os autores do crime utilizaram um carro preto para bloquear a via, anunciar o roubo e depois o abandonaram. O delegado da PCPR, Mozart Rocha Gonçalves, explicou em nota que o grupo tinha divisão de tarefas. Havia executores responsáveis pela abordagem, apoio logístico e liderança que articulava as ações.
De acordo com o delegado, foram identificadas oito pessoas envolvidas: quatro executores diretos, um suspeito que atraiu as vitimas e fez negociações. Além disso, uma sexta pessoa deu apoio logístico da fuga e orientou a ação. E, ainda, outras duas pessoas, donas de um estabelecimento comercial que serviu de base para os executores antes e após o crime.
PM se manifesta sobre prisões
A Polícia Militar do Paraná se manifestou em nota a respeito da prisão de dois de seus integrantes no caso do roudo dos diamantes. O texto da corporação diz: “Entre os presos encontram-se dois policiais militares da ativa. Os fatos serão apurados no âmbito administrativo, em estrita observância à legislação vigente, assegurados o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”.
A nota segue: “Por fim, a PMPR reforça que não compactua com quaisquer condutas que afrontem os valores, princípios e normas que regem a Corporação, reiterando seu compromisso com a legalidade, a transparência e a responsabilidade na condução de seus procedimentos”.
(Informações: Agência Brasil)





