Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Após uma semana, travessia com balsa no rio Piquiri ainda segue com longas filas

Após uma semana, travessia com balsa no rio Piquiri ainda segue com longas filas
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 20h02 - Modificado em 14 de janeiro de 2026 às 20h06

Mesmo após uma semana em funcionamento, a balsa que realiza a travessia do rio Piquiri, na BR-272, continua provocando longas filas nos dois sentidos da rodovia. O tempo de espera varia entre uma hora e meia e duas horas, ou mais. Enquanto isso, motoristas e passageiros aguardam sob sol forte na rodovia.

A situação afeta a todos, mas principalmente quem depende do trecho com frequência. Além disso, o problema tem reflexos econômicos para empresas e trabalhadores do transporte. Como resultado, parte da cadeia logística da região já começa a buscar alternativas.

Ponte 6
Fotos: Vagner Delaporte/OBemdito

Relato de trabalhador no transporte de cargas

Segundo o motorista de caminhão Gilberto Callegaro, morador de Iporã, a travessia pela balsa é um obstáculo. Ele transporta areia e utiliza a rota com frequência. “Sempre faço esse trajeto”, afirmou. No entanto, apesar da demora, ele considera que o desvio disponível (que passa por Palotina e Terra Roxa) não é viável para caminhões pesados.

De acordo com Callegaro, utilizar o caminho alternativo aumenta de forma significativa os custos da viagem. O consumo de combustível cresce. O tempo de deslocamento também se amplia. Por isso, ele continua optando pela balsa, mesmo com as filas extensas.

Por outro lado, a lógica muda para veículos menores. Conforme explica o motorista, para carros pequenos não compensa enfrentar a espera. “O desvio leva cerca de 40 minutos”, disse. Nesse caso, o Callegaro considera que o ganho de tempo supera o custo adicional do trajeto alternativo.

Impacto além da escolha da rota

Ainda assim, o impacto vai além da escolha de rotas. Callegaro trabalha transportando cargas de areia e pedra. Segundo o morador de Iporã, alguns profissionais do mesmo setor já estão mudando de fornecedores. Muitos passam a buscar areia, pedra e outros materiais em cidades que não exigem a travessia pelo rio Piquiri neste trecho da BR-272. A decisão visa evitar atrasos e prejuízos financeiros.

Além disso, mesmo quando o desvio é uma opção técnica possível, ele encarece o transporte. Como consequência, o custo final do produto aumenta. Esse efeito pode atingir obras, empresas e consumidores da região.

Enquanto isso, a balsa no Rio Piquiri, no trecho da BR-272, segue operando sem conseguir reduzir consideravelmente as filas. Embora seja uma solução emergencial, a estrutura atual não atende à demanda. Assim, a travessia entre Francisco Alves e Terra Roxa permanece como um gargalo logístico importante.

Horário de funcionamento da balsa

Neste primeiro momento, a operação ocorre das 6h30 às 18h30. Esse horário será mantido enquanto não houver iluminação instalada no local. Após a instalação, o serviço funcionará 24 horas. A expectativa é de que a travessia com a balsa pelo Rio Piquiri demore, em média, 15 minutos, sem contar o tempo de espera para embarcar.

A operação começou no último dia 8 de janeiro com apenas uma balsa. No entanto, há previsão que em até 30 dias (contados do início da operação) a segunda embarcação deve entrar em funcionamento. Cada balsa terá capacidade para transportar até 200 toneladas, entre veículos de passeio e de carga, por travessia.

Balsa Hj

Operação em caráter provisório

A operação da balsa tem caráter provisório. A solução foi adotada enquanto a ponte sobre o Rio Piquiri permanece totalmente interditada. No local, o Dnit executa serviços de recuperação estrutural.

Segundo o departamento, a prioridade é garantir segurança aos usuários da BR-272. Por isso, a travessia por balsa se apresenta como alternativa segura e controlada. Além disso, o serviço reduz transtornos logísticos.

A ponte segue fechada para veículos por tempo indeterminado. O Dnit não informou prazo para liberação total da estrutura. No entanto, as obras de recuperação seguem em andamento.

(Vídeo: Colaboração de Gilberto Callegaro)

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