Vereador é investigado por atropelamento que terminou em morte na PR-546
Um vereador do município de Floresta, no norte do Paraná, é investigado pela Polícia Civil por atropelar e matar um pedestre na rodovia PR-546, no município de Itambé, e deixar o local do acidente sem prestar socorro. O caso ocorreu na madrugada do último domingo (4).
A vítima foi identificada como Carlos Augusto Michel, de 50 anos, natural de Santa Catarina e trabalhador na região de Maringá. Segundo as informações apuradas, ele foi encontrado gravemente ferido às margens da rodovia por testemunhas, que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar do atendimento, Michel morreu ainda no local.
O motorista envolvido no atropelamento foi identificado como Renilson Bonfin de Oliveira (PRP), vereador em Floresta. De acordo com a polícia, ele não acionou os serviços de emergência após o acidente. A investigação apura se houve omissão de socorro, crime previsto no Código Penal Brasileiro.
Em entrevista à RIC Record Maringá, o parlamentar afirmou que deixou o local porque estava sem telefone celular e que buscou ajuda em um hospital próximo.
“Após o acidente, como eu vi que era muito grave, eu fui ao hospital. Achei que seria mais rápido, por estar sem celular e no escuro. Quando voltei à rodovia, vi que já havia aglomeração e, por segurança, preferi não retornar ao local e voltei para Floresta”, declarou.
Renilson negou ter cometido qualquer crime e disse que se apresentou voluntariamente à Delegacia da Polícia Civil em Marialva. Ele também afirmou que não havia ingerido bebida alcoólica.
“Tenho prova de que estava a trabalho e não estava em festa. Não tem como eu ter omitido socorro, se fui ao hospital. Se tivesse a intenção de fugir, não teria parado lá”, disse.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do atropelamento, incluindo a dinâmica do acidente, o tempo de resposta e a conduta do motorista após a colisão. Laudos periciais e depoimentos de testemunhas devem subsidiar a apuração.
Até o momento, não há informação sobre indiciamento formal ou pedido de medidas cautelares contra o vereador. O caso segue sob investigação.
(Com informações da Ric Record)





