Moraes autoriza deslocamento de Bolsonaro para exames médicos após queda em cela
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quarta-feira, dia 7 de dezembro, o deslocamento do ex-presidente Jair Bolsonaro para a realização de exames médicos. A decisão ocorreu após um incidente registrado na unidade onde ele está custodiado.
De acordo com informações do processo, Bolsonaro bateu a cabeça ao sofrer uma queda dentro da cela. O episódio aconteceu na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Diante da situação, a defesa comunicou o fato às autoridades competentes.
Após analisar o pedido, o ministro considerou necessária a avaliação médica. Assim, Moraes autorizou a saída temporária do ex-presidente exclusivamente para a realização dos exames. Em seguida, ele deverá retornar ao local de custódia.
Segundo a decisão, o deslocamento ocorrerá sob escolta da Polícia Federal. Além disso, os agentes deverão seguir todos os protocolos de segurança estabelecidos pela corporação. Dessa forma, a autorização não altera o regime de custódia.
A Polícia Federal ficará responsável por definir a logística do deslocamento. Isso inclui o trajeto, o local dos exames e o acompanhamento médico necessário. Portanto, o procedimento seguirá padrões já adotados em situações semelhantes.
Ainda conforme a autorização, a saída terá caráter estritamente médico. Por isso, não haverá qualquer flexibilização das medidas impostas ao ex-presidente. O retorno à Superintendência da PF deverá ocorrer logo após a conclusão dos exames.
O Supremo Tribunal Federal não detalhou quais exames serão realizados. No entanto, a decisão destaca a necessidade de preservar a integridade física do custodiado. Assim, o Judiciário reforça a garantia de atendimento médico adequado.
Queda na cela
A queda dentro da cela motivou preocupação quanto ao estado de saúde de Bolsonaro. Por isso, a avaliação médica foi considerada indispensável. Além disso, a medida busca prevenir eventuais complicações decorrentes do impacto.
O caso segue sob acompanhamento das autoridades. Até o momento, não há informações oficiais sobre o resultado dos exames. Da mesma forma, o STF não indicou se novas medidas poderão ser adotadas após a avaliação médica.
Enquanto isso, a custódia do ex-presidente permanece sob responsabilidade da Polícia Federal. As condições do local seguem os critérios legais vigentes. Dessa maneira, o cumprimento das determinações judiciais continua inalterado.
A decisão de Moraes reforça o entendimento de que o direito à saúde deve ser assegurado. Ao mesmo tempo, o ministro mantém as medidas de segurança e custódia. Assim, o procedimento busca equilíbrio entre assistência médica e cumprimento da ordem judicial.





