Policiais civis cumprem mandados em Campo Mourão e Cianorte durante operação (Foto PCPR)
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1), uma operação contra uma organização criminosa suspeita de envolvimento em tráfico de drogas e homicídios no Noroeste do Estado.
A ação ocorre em Campo Mourão e Cianorte e cumpre 27 ordens judiciais, sendo 24 mandados de busca e apreensão em Campo Mourão e outros três em Cianorte.
Segundo a PCPR, 110 policiais civis participam da operação, que também conta com o apoio de um helicóptero.
De acordo com a delegada Laryssa Grandis de Lima, as investigações apontaram que o grupo criminoso passou a eliminar desafetos nos últimos anos em meio à disputa por territórios do tráfico.
Além da violência, a organização também era responsável por traficar entorpecentes majoritariamente em Campo Mourão.
Umberto Alberto Gomes, suspeito de ser o atirador na execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, foi morto por equipes da Polícia Civil nesta terça-feira (30) após fugir para o Paraná, conforme informado pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite.
O homem foi localizado em um conjunto habitacional em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, em ação que contou com apoio do Grupo Tigre da Polícia Civil do Paraná. Segundo Derrite, Umberto resistiu à prisão, mas nenhum policial ficou ferido durante a operação.
O suspeito foi identificado por meio de impressões digitais encontradas em uma casa usada pelos criminosos em Mongaguá, litoral paulista, e teve a prisão decretada pela Justiça de São Paulo na última terça-feira (23).
Em vídeo, o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur José Dian, explicou que equipes do Deic, DECAP e Deinter 6 se deslocaram ao Paraná para localizar o suspeito. As diligências começaram no sábado (27) e seguiram até o momento da ação, quando Umberto optou por confrontar os policiais e foi neutralizado.
O secretário Derrite agradeceu o apoio da Polícia Civil do Paraná e elogiou a coragem dos policiais envolvidos. “Não vamos parar enquanto não tivermos a certeza da real motivação do triste caso do assassinato do Dr. Ruy”, afirmou.
Além de Umberto, outros quatro investigados seguem foragidos: Felipe Avelino da Silva, Flávio Henrique Ferreira de Souza, Luiz Antonio Rodrigues de Miranda e um quarto não identificado.
Até o momento, Dahesly Oliveira Pires, Luiz Henrique Santos Batista (Fofão), Rafael Marcell Dias Simões (Jaguar) e Willian Silva Marques foram presos sob suspeita de participação no homicídio.
O ex-delegado Ruy Ferraz foi assassinado na noite do dia 15, após cumprir expediente como secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, litoral de São Paulo.
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