Foto: Orlando Kissner/Assessoria Alep
O deputado estadual Ricardo Arruda (PL) é alvo de uma nova ação do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que cobra a devolução de R$ 1.045.170,80. O valor teria sido desviado por meio de um sofisticado esquema de “rachadinha” dentro do gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná. Segundo o MP, o esquema resultou em enriquecimento ilícito do deputado.
No modelo tradicional de rachadinha, o servidor devolve parte do salário ao político que o contratou, por transferências bancárias ou em dinheiro vivo. Contudo, Arruda teria utilizado cartões de crédito adicionais de assessores para cobrir despesas pessoais. Ainda de acordo com o MP, os cartões eram usados tanto no gabinete quanto na Corregedoria, onde ele atuava. Parte dos pagamentos teria beneficiado Patrícia Miranda Arruda Nunes, esposa do deputado.
O Ministério Público afirma que os cartões foram usados para despesas de luxo, como viagens internacionais e hotéis, além de compras cotidianas. A acusação se baseia em delação premiada do ex-chefe de gabinete, já homologada pela Justiça. Relatórios de inteligência teriam confirmado “atividades financeiras suspeitas de crimes contra a Administração Pública e lavagem de dinheiro”.
A ação foi proposta em 11 de setembro e se desdobra de denúncia criminal apresentada em abril de 2024. Até agora, o Tribunal de Justiça do Paraná ainda não analisou o caso. A promotora Maria Natalina Nogueira de Magalhães Santarosa solicitou à Justiça a indisponibilidade dos bens de Arruda para garantir a devolução do valor. O pedido, entretanto, foi indeferido.
O MP detalha gastos de toda a natureza: passagens aéreas, compra de dólares e euros, estadias em Airbnb em Nova Iorque, geladeira entregue em casa, blindagem de carro e amortização de financiamento habitacional. Em alguns meses, as faturas dos cartões superaram R$ 80 mil.
Ricardo Arruda já responde a outras duas ações criminais: uma por associação criminosa, desvio de dinheiro público e tráfico de influência, e outra por lavagem de dinheiro e desvio, ainda não apreciada pelo TJ-PR. A defesa afirmou que o deputado ainda não foi oficialmente citado e se pronunciará de forma técnica após acesso integral aos autos.
(OBemdito com informações Blog Politicamente)
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