Ítalo Fabio Casciola

Com a colonização, Umuarama ficou sem a sua tribo indígena e sem a águia gigante, a harpia!

A harpia é uma espécie classificada como quase ameaçada, a caminho da extinção em um futuro próximo, no Brasil. Por necessitar de grandes territórios para obter alimento e se reproduzir, as populações da harpia tendem a declinar devido à falta de florestas com tamanhos adequados. Também podem sofrer deterioração genética em virtude da existência de poucos indivíduos nas áreas onde ainda permanecem.

Também é encontrada em grandes zoológicos paranaenses, onde elas recebem o máximo cuidado pela sua importância na história do Estado e do Brasil.

Em Umuarama como na maioria das regiões, ela não existe mais. Pelo menos nunca se viu reportagens nas mídias nas últimas décadas que revelassem a existência de alguma delas nos municípios do Noroeste, até porque não há mais florestas e toda a zona rural é ocupada por fazendas de gado e imensas pastagens. E as harpias só vivem em matas fechadas, mantendo distância da humanidade e das áreas dominadas pela pecuária, por razões óbvias – seriam violentamente perseguidas!

É a maior e mais poderosa ave de rapina encontrada em toda a sua extensão e está entre as maiores espécies de águias existentes no mundo

A harpia é a mais poderosa ave de rapina do mundo!

A harpia é considerada a mais poderosa ave de rapina do mundo, sendo a maior águia encontrada no Brasil, podendo chegar a 2 metros de envergadura e até 1 metro de altura. Os machos pesam entre 4 e 5 quilos e as fêmeas entre 7,6 e 9 quilos. Fazem seus ninhos em árvores muito altas escondidas em florestas.

Apresentam um penacho bipartido e asas largas e arredondadas e a cauda é comprida com três barras cinzas; pernas curtas e grossas, e as garras são bem desenvolvidas, o que lhes permite a captura de mamíferos com mais de 6 quilos, sendo rápidas em suas investidas.

Põem até dois ovos e o tempo de incubação é de aproximadamente 56 dias. O filhote realiza seu primeiro vôo após seis meses. O jovem mantém um período de dependência dos adultos superior a um ano e atinge sua maturidade aos seis, o que faz com que os casais de harpias se reproduzam em intervalos de pelo menos dois anos.

Leia também: Harpia, a ave que era adorada pelos índios Xetá sumiu de Umuarama para sempre!

A base de sua alimentação é constituída de mamíferos arbóreos, como preguiças e macacos (que são capturados quando tomam sol nas copas das árvores, de manhã cedo), e terrestres, como cachorro-do-mato, veados, quatis e outros. Também caça aves, como siriemas, araras e outras, ou répteis, incluindo grandes lagartos.

A principal ameaça à harpia é a alteração e, com frequência, a erradicação de seu ambiente preferencial, o qual permanece representado, com raríssimas exceções, por remanescentes de pequenos portes, invariavelmente alterados e absolutamente inviáveis para abrigar suas populações.

Entre os atrativos está o seu olhar fulminante mas rodeado de fina plumagem

Águia preservada apenas no brasão

O Brasão de Armas do Paraná é, juntamente com a bandeira, o hino e o sinete, um dos quatro símbolos oficiais do Estado do Paraná.

Alfredo Emílio Andersen executou o projeto para o brasão, desenho que se encontra anexado à Lei nº 904, de 21 de março de 1910. Ele foi modificado várias vezes, porém, a figura do ceifador, idealizado por Andersen, continuou presente até a última alteração, em 1990. Já o atual brasão foi estabelecido na mesma data da bandeira, 31 de março de 1947, e restabelecido pelo Decreto-lei nº 5.713, de 27 de maio de 2002, após a decisão de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal da Lei Complementar n.º 52, de 24 de setembro de 1990.

Formam o brasão de armas paranaense um escudo português apresentando um campo vermelho, cor das terras férteis setentrionais do Estado, onde a imagem de um lavrador cultiva o solo. Acima deste, um sol nascente, que simboliza a liberdade, e três picos simbolizando a grandeza, a sabedoria, e a nobreza do povo, bem como os três planaltos paranaenses: o Oriental ou de Curitiba; o Central ou dos Campos Gerais; o Ocidental ou de Guarapuava.

Servindo como suporte para o brasão, estão dois ramos verdes. À direita, o pinheiro-do-paraná e à esquerda, a erva-mate. No brasão aparece como timbre a figura de uma harpia (Harpia harpyja), que antigamente encontrou no Estado condições para se reproduzir naturalmente, estando hoje em via de extinção. (ITALO FÁBIO CASCIOLA, Especial para OBEMDITO)

O Brasão do Paraná passou por algumas atualizações, mas sempre manteve a famosa águia em ampla visibilidade valorizando sua importância histórica

Ítalo Fábio Casciola

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