Fotos: Divulgação/Agência Brasil
Os cinemas brasileiros recebem Cazuza, Boas Novas, a partir desta quinta-feira (17), documentário que apresenta um retrato íntimo e vibrante de Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza. A produção revisita os dois últimos anos de vida do cantor e compositor, com registros inéditos e depoimentos de amigos próximos.
À frente do projeto está o diretor Nilo Romero, ex-baixista da banda de Cazuza e parceiro de longa data na música e na estrada. Romero conheceu Cazuza durante a turnê do disco Exagerado, em 1985, e a parceria se intensificou com a gravação do álbum Só Se For a Dois (1987), culminando na coprodução do disco Ideologia (1988), um dos marcos da carreira solo do artista.
Romero seguiu ao lado do cantor até o encerramento da turnê, que viria a ser a última antes da morte de Cazuza, em 1990, aos 32 anos. O documentário traz à tona imagens raras de bastidores e de shows da turnê de Ideologia, que teve direção artística de Ney Matogrosso, um dos grandes amigos de Cazuza e também personagem do longa.
“Eu consegui muitas imagens inéditas, por conta da minha proximidade com Cazuza e com o George Israel, músico do Kid Abelha, muito meu amigo e também de Cazuza. Israel tinha o hábito de registrar tudo em vídeo”, relembra Romero.
Mais do que uma retrospectiva musical, Cazuza, Boas Novas se aprofunda nos bastidores da intimidade do artista. O filme reúne cenas descontraídas com amigos, onde Cazuza aparece bem-humorado e afiado em suas ironias — traço característico de sua personalidade pública e privada.
Há uma constante em todas essas imagens: a presença da garra, da vitalidade e da inteligência do cantor, mesmo enquanto sua saúde se deteriorava visivelmente. Apesar da fragilidade física causada pelo avanço da Aids, doença com a qual convivia desde meados da década de 1980, Cazuza não deixou os palcos.
O longa mostra como ele enfrentou as limitações com coragem e continuou se apresentando em mais de 40 shows durante a última turnê, reafirmando seu compromisso com a música e com o público.
Entre os nomes que compartilham lembranças e reflexões no documentário estão Roberto Frejat, parceiro de Cazuza no Barão Vermelho; George Israel; o músico Christiaan Oyens; Gilberto Gil; o fotógrafo Flávio Colker; e Ney Matogrosso, que além de amigo íntimo, teve papel importante na trajetória solo do artista.
As falas mesclam emoção, admiração e, sobretudo, um senso de urgência em manter viva a memória do cantor. O tom informal e carinhoso de muitos dos relatos revela a profundidade das relações que Cazuza cultivava — tanto no cenário musical quanto na vida pessoal.
Na pré-estreia do documentário, realizada para convidados, a comoção foi visível entre amigos e colegas de geração. O cantor Léo Jaime, presente na sessão, não conteve a emoção ao falar sobre a importância do filme e do legado de Cazuza:
“A trajetória do Cazuza se mistura com a minha própria trajetória. Ele faz uma falta tremenda. Pensar que já temos 35 anos da morte dele e ainda estamos celebrando sua obra é inacreditável’’.
Mais do que um simples tributo, Cazuza, Boas Novas se apresenta como um documento afetivo e histórico, que reafirma o impacto duradouro do artista na cultura brasileira. Com uma abordagem sensível e próxima, o longa capta não apenas o ícone do rock nacional, mas o ser humano por trás da fama — intenso, generoso, combativo e, acima de tudo, apaixonado pela vida.
(OBemdito com informações Agência Brasil)
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