Foto: Marcelo Bonomini/RICtv
Na noite desta segunda-feira (17), uma onda de protestos tomou conta de Londrina. Manifestantes incendiaram ônibus do transporte urbano após a morte de Wender da Costa, de 20 anos, e um adolescente de 16, durante uma abordagem da Polícia Militar. Enquanto os policiais afirmam que houve confronto, familiares e amigos contestam essa versão e alegam que os jovens eram trabalhadores.
Segundo o boletim da PM, os adolescentes estavam em um carro com características semelhantes ao de um suspeito de furtos na região. Por isso, os policiais decidiram abordá-los. No entanto, de acordo com a corporação, eles reagiram, o que resultou em um confronto. Como consequência, ambos morreram no local.
Logo após as mortes, vídeos de protesto começaram a circular nas redes sociais. Em uma das gravações, um homem confronta os policiais: “Matou uma criança de 15 anos, irmão. Uma criança! Você tem noção?”.
Além disso, imagens mostrando um dos jovens trabalhando em um lava-rápido rapidamente viralizaram. Para muitos, isso reforçou a revolta e levantou dúvidas sobre a justificativa da PM para a abordagem.
Diante da repercussão, diversas pessoas se manifestaram em busca de justiça. “A polícia é paga para proteger, não para assassinar inocentes. Estamos cansados dessa opressão”, escreveu uma amiga de uma das vítimas.
A irmã de um dos jovens também lamentou a perda e questionou a ação policial. “Meu irmão não era criminoso, nunca foi. Podem puxar a ficha criminal dele e vão ver. Só queremos justiça”, desabafou.
Na manhã de segunda-feira, os corpos foram velados e sepultados na Zona Norte de Londrina.
Ao longo do dia, a insatisfação da população cresceu, culminando em protestos violentos à noite. Como parte das manifestações, ao menos dois ônibus foram incendiados na zona leste da cidade. Por conta disso, a Polícia Militar precisou agir rapidamente para resgatar moradores de residências próximas às chamas.
Na rua Ernesto Galvani dos Santos, no bairro Monte Cristo, policiais entraram em casas para retirar idosos e crianças ameaçados pelo fogo. Segundo um soldado da PM, manifestantes incendiaram veículos na região, o que colocou várias famílias em perigo.
“Recebemos informações de que três pessoas estavam presas em uma residência, incluindo um adolescente e duas crianças”, relatou o policial. “O calor intenso dificultou o acesso, então carregamos as crianças no colo, cobrindo seus rostos para protegê-las.”
Além disso, os agentes também auxiliaram um casal de idosos, dois homens adultos e até um cão a deixarem a área de risco.
Diante do agravamento da situação, as empresas TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina) e Londrisul decidiram suspender totalmente as operações. Conforme explicaram, a medida foi necessária para garantir a segurança de motoristas e passageiros.
Ao mesmo tempo, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) anunciou que monitorará as condições de segurança para definir quando os ônibus poderão voltar a circular.
Enquanto isso, um vídeo registrou o momento em que um ônibus da empresa TIL foi incendiado na avenida Leste-Oeste, no centro da cidade. Em resposta, a companhia optou por recolher todos os veículos, tanto das linhas convencionais quanto os fretados, e avaliará a situação antes de retomar os serviços.
Ademais, na manhã desta terça-feira (18), o transporte público voltou a operar. Nesse sentido, a TCGL confirmou que dois ônibus foram incendiados nos bairros Amparo e Monte Cristo. Apesar dos ataques, ninguém ficou ferido.
Viajar de cidades grandes para Umuarama ou sair daqui para outros lugares era angustiante...
Faleceu na manhã deste domingo (18) Fabiane Lauxen Podolak, de 36 anos, engenheira de Cascavel…
Vídeos que mostram grandes peixes e paisagens submersas pouco conhecidas do Rio Paraná têm chamado…
Umuarama enfrenta um domingo (18) de tempo instável, com céu fechado nesta tarde e expectativa…
A madrugada deste domingo (18) interrompeu de forma abrupta a rotina de trabalho de Pedro…
O amor de fã não parece conhecer limites e nem de idade. Aos 84 anos,…
Este site utiliza cookies
Saiba mais