A pastora Ana Paula Valadão, primeira líder do "Diante do Trono", da Igreja Batista da Lagoinha (REDES SOCIAIS)
Por décadas, o carisma, o dom da palavra (e do louvor) e a união da família Valadão foram referência em boa parte do mundo gospel. E continuam sendo. Mas nem tudo parece como antes, depois da fratura exposta entre os irmãos Ana Paula, André e Mariana, nomes fortes da Igreja Batista da Lagoinha e do ministério Diante do Trono.
Primeiro de tudo é importante aclarar que as igrejas são feitas de seres humanos e todos somos falíveis. Não existe perfeição mesmo entre aquelas que vivem para pregar a Palavra e levar conversão e conforto espiritual aos que mais necessitam. A briga pública protagonizada pelos irmãos mineiros certamente é fruto desse mundo humano.
A Igreja Batista da Lagoinha parece ter rachado neste mês. Líder da Lagoinha Global (que reúne cerca de 700 unidades), André Valadão rompeu com as irmãs Ana Paula Valadão e Mariana Valadão, também pastoras. Para muitos, algo inimaginável, porque sempre representaram uma família perfeita.
André abriu uma ação contra a Lagoinha de Niterói (RJ). O líder alega uso indevido da “marca” pelo templo fluminense, que estava operando de modo independente da Lagoinha Global. A igreja de Niterói é comandada pelo cunhado Felippe Valadão, marido de Mariana.
Ana Paula não gostou da atitude do irmão e passou a contestar suas decisões. A pastora e cantora gospel fez um discurso indignado com críticas indiretas a André durante um culto. “O que faz eu e você entrarmos no céu não é ‘carteirinha’ da Lagoinha”, disse, entre lágrimas e gritos (algo característico dela).
O culto, que é sempre transmitido ao vivo pelo canal da igreja, saiu do ar. Ana Paula também foi excluída do perfil no Instagram da Lagoinha. Seria uma represália por ficar do lado de Felippe e Mariana?
O unfollow em Ana Paula repercutiu negativamente nesta semana. “Eu tô muito brava. Mas eu já sou mãe e eu não sou mãe de filho pequeno. Eu sou mãe de vocês. Eu sou mãe dessa casa! Eu sou mãe dessa cidade! Eu sou mãe dessa nação! Tem um baú de tesouro que eu enterrei aqui, de óleo caro, de perfume precioso. Tem as minhas cinzas aqui queimadas. E eu desafio qualquer pessoa que me questione porque eu carrego essas marcas. O que é que estão fazendo?”, disse Ana Paula diante dos fieis.
O marido de Ana Paula, Gustavo Bessa, se manifestou publicamente e insinuou uma tentativa de boicote. “A mensagem foi poderosa, confrontadora e de sacudir os alicerces. Mas cortaram a transmissão e deletaram a mensagem. Tempos estranhos”, disparou o pastor.
Fundada na década de 1950, a Lagoinha ganhou popularidade a partir dos anos 1970, depois que o patriarca Márcio Valadão assumiu a presidência e, duas décadas depois, deu sinal verde à formação da banda gospel Diante do Trono, liderada por Ana Paula Valadão e que, no início, tinha André como uma ponta pequena.
A Lagoinha é hoje uma das igrejas evangélicas mais influentes do país. Atualmente, André é radicado na Flórida (EUA). Ana Paula também vive lá, desde 2018. É líder de uma igreja independente, a Before The Throne (“Diante do Trono”).
Nos bastidores, as disputas já eram esperadas sob a gestão de André, considerado de perfil ultraconservador. Também se imaginava um discurso cada vez mais de mercado, uma “teologia coach” ao redor do nome Lagoinha. Que não tenhamos uma guerra do trono.
(Reportagem baseada em notícias do UOL, Metrópoles e Purepeople)
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