Política

Cecília se nega a dizer se aplicou vacina contra a Covid em Pozzobom

Na manhã desta terça-feira (13) a ex-secretária de saúde da Prefeitura de Umuarama, Cecília Cividini, prestou depoimento na CPI da Covid, na Câmara Municipal. Ela chegou acompanhada do esposo e do advogado Yuri Marcos para responder aos questionamentos dos parlamentares.

A comissão é formada pela vereadores Ana Novais, Ednei do Esporte, Matheus Barreto, Cris das Frutas e Sorrisal e investiga os possíveis desvios no Fundo Municipal de Saúde, que podem chegar a R$ 19 milhões, segundo apurou o Ministério Público do Paraná (MPPR), no âmbito da operação Metástase.

Cecília negou ter conhecimento sobre os possíveis desvios e disse que os contratos com empresas que teriam fraudado notas fiscais já chegavam prontos até ela.

A ex-secretária contou que só conheceu o prefeito Celso Pozzobom quando foi convidada para assumir a pasta e que quando chegou à prefeitura a equipe já estava montada, ou seja, ela não escolheu os membros que trabalhariam diretamente com ela.

Os vereadores questionaram também acerca de uma reunião que teria ocorrido no dia 20 de janeiro de 2021, no gabinete do prefeito Celso Pozzobom, data em que a então secretária teria entrado no prédio com uma caixa preta – a suspeita é de que houvesse doses de vacinas contra a Covid-19 na embalagem. (Saiba mais)

Os parlamentares perguntaram se o prefeito Celso Pozzobom teria sido imunizado contra a doença antes da data prevista pelo cronograma do Plano Nacional de Imunização. Ela se negou a dizer e respondeu apenas que “está em investigação, por isso não irei responder”.

A reportagem de OBemdito indagou a assessoria de imprensa da Prefeitura acerca da imunização do prefeito, que tem 67 anos, e a resposta foi de que ele ainda não tomou a vacina. A comunicação também disse que não sabe quando o prefeito será vacinado, embora já tenha idade para tal, porque isso é uma “questão de foro pessoal”.

Cecília, por sua vez, apresentou a carteirinha de vacinação que indica que ela foi imunizada nos dias 3 de fevereiro e 29 de abril, com doses da AstraZeneca. Uma cópia foi anexada aos autos.

Contratos – Metástase também apurou a emissão de notas fiscais frias repassadas à secretaria de saúde, fato que foi abordado durante a oitiva, bem como os contratos de prestação de serviço junto à tenda.

“Em relação à desconfiança [sobre os contratos], se eu tivesse não tinha assinado. As investigações estão aí para esclarecer tudo”, respondeu a testemunha.

Exoneração – Cecília afirmou desconhecer o motivo pelo qual foi exonerada quando perguntada sobre. “Eu também [queria saber]”, mencionou.

Saiba mais sobre a operação Metástase aqui.

Veja a íntegra da oitiva aqui:

Redação

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