Márcio Ademir, proprietário da Chapéus Mundial: segundo ele, perseverança, fé e honestidade são as palavras que definem o sucesso da marca | Fotos: Danilo Martins/OBemdito
Você tiraria o chapéu para um empreendedor que há vinte anos resolveu montar em Umuarama uma fábrica de… chapéu? Detalhe: chapéu sofisticado, feito com material de boa qualidade e com acabamento impecável. Com toda ênfase, pode responder sim, porque hoje este empresário está realizado, comemorando as duas décadas da sua empreita com muito entusiasmo.
A marca ‘Chapéus Mundial’, desde 2002, só cresce. O proprietário, Márcio Ademir, se orgulha disso, afinal a expansão alcançada pelo negócio fez seu produto ganhar mercado em quase todo o Brasil. São 350 modelos, nas linhas country, regional e infantil, feitos com tecidos de palha, juta, algodão, lã, entre outros materiais.
Um passeio pela fábrica dá para ter ideia da importância da Mundial: o espaço é apertado [aproximadamente 800m2] para uma produção que passa de 22 mil unidades por mês. Mais de 70 funcionários se dividem nos setores de corte, prensa, costura e acabamento, em todos imprimindo o profissionalismo que a grife exige.
“De uns meses para cá está ficando complicado para atender a todos os pedidos que nos chegam”, conta Márcio. O motivo parece um paradoxo: “Poderíamos contratar mais empregados e, assim, aumentaríamos a produção, mas daí não teríamos aonde colocá-los; atingimos nosso limite nesse local”.
E acrescenta: “A marca explodiu! Crescemos além do imaginado, além do previsto! O difícil da indústria é fazer do seu produto algo de desejo, porém mais difícil é mantê-lo”.
Mas o tom da conversa não é de lamentação, de queixas, porque a solução já está quase pronta. Se tudo correr bem, em março a fábrica estará em novo endereço: em frente ao Parque de Exposições de Umuarama, instalada num barracão de 3.300m2.
“Nossa meta é automatizar o setor de prensagem, passar de 100 empregos e aumentar a produção para 30 mil peças por mês”, revela.
Ele conta que o sucesso da Chapéus Mundial, que por ora só atende o mercado interno, emanou do tripé “perseverança, fé e honestidade”, palavras que abrem o conteúdo do site da empresa.
“O que me move é a paixão por tudo isso”, diz, apontando para as prateleiras lotadas de chapéu. “Primeiro a paixão, depois o dinheiro… Se acreditar, dá certo… Devagar se vai montando o tabuleiro”, pondera.
O segmento da chapelaria, segundo o empresário, abarca umas dificuldades desencorajantes. Uma delas é mão de obra qualificada. “Por aqui não tem; temos que formar, preparar nosso funcionário, trabalho que leva pelo menos seis meses”, conta Márcio.
Maquinaria é outra que faz o empresário penar. “Como há poucas fábricas de chapéu no Brasil, não há quem fabrique as máquinas; temos que importá-las, o que encarece o nosso custo de produção”, diz, informando que as da Mundial são mexicanas.
Matéria prima é mais um problema; tudo vem de fora: da Bolívia e da China. “Investe-se muito para conseguir resultado positivo, mas o importante é que conseguimos, porque a gente vai se adaptando!”, orgulha-se o empresário.
Importante polo regional, Umuarama chama a atenção pelo seu parque industrial diversificado. De uns trinta anos para cá o empreendedorismo por aqui tem mostrado resultado sólido e próspero.
Diferente de muitas cidades que apostam tudo num único segmento [ou em poucos], o nosso município traçou uma rota para produzir de tudo um pouco. Ou muito.
A fabricação de chapéu se destaca nesse cenário, mas não é única. Da agroindústria de alimentos à fabricação móveis, vestuário, medicamentos veterinários e tantos outros bens de consumo, o ritmo de trabalho é intenso, comprovando que o maior desafio foi superado: o de se projetar no setor secundário.
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