Professor Roberto Cesar Alves Martins | Foto: Arquivo pessoal
* Professor Roberto Cesar Alves Martins
Desde a Constituição de 1988, quando o direito a um voto direto e secreto foi instituído para escolha dos ocupantes de cargos eletivos, que ouvimos a seguinte frase: “faça um voto consciente”. Essa frase carrega um significado que pode mudar o destino de uma cidade ou do país. Temos visto um número crescente de candidatos que de uma hora para outra se lançam na disputa eleitoral, com um único objetivo: o de garantir votos para a legenda ou para eleger um cacique do partido. Esses candidatos são chamados de “candidatos escadinha”. A lógica do candidato escadinha é tão ruim quanto aqueles candidatos que aparecem de quatro em quatro anos, os chamados “candidatos paraquedistas”, que pegam os votos e nunca mais voltam. Os “escadinhas” nunca estiveram à disposição da vida pública e nem possuem uma história de vida em prol do município. Muitos deles são políticos de ocasião e saem candidatos em todas eleições por oportunismo, conveniência ou levar vantagens pessoais e disputam o pleito apenas para somar votos e aumentar o coeficiente eleitoral. Esses votos são literalmente rasgados e jogados no lixo. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná em 2018 tivemos 1.210 candidatos. Em um dos municípios paranaenses, com 54 mil eleitores, apenas sete pessoas se candidataram. O mais votado teve mais de 18 mil votos no município, entretanto não teve votos no restante do estado, apenas utilizando seus votos para ajudar a eleger candidatos da coligação. O candidato precisaria fazer no mínimo 52 mil votos para ser eleito. Essa é a principal característica do candidato escadinha: ele cria uma grande campanha, dá sinais de que irá receber muitos votos, porém após a votação ele finge que nunca participou de uma eleição e se esconde por quatro anos. Já o eleito, que não tem vínculo nenhum com a cidade, some, deixando o município desamparado novamente. Esse cenário se repetirá em 2022 e caso o eleitor não seja cauteloso estará desperdiçando um direito tão importante para a democracia. O eleitor tem que estar atento aos candidatos que irão se apresentar como “salvadores da pátria”, mas que no fim, são apenas cabos eleitorais pagos a um alto custo, disfarçados para que as pessoas não percebam que estão ajudando outro candidato a se eleger. Votar de forma consciente e fazer uma escolha sustentada em informações e fontes seguras faz total diferença para a economia, para a geração de empregos, saúde, educação e o futuro de um município e do país. O bom político é aquele que pensa e governa pelo bem comum, por isso devemos tomar cuidado, exercer nossos direitos e votar com consciência. Um país melhor só será construído com a participação consciente de todos.
(*) Graduado pela Universidade Estadual de Maringá e autor do livro “Compreendendo a História dos Presidentes do Brasil”
Viajar de cidades grandes para Umuarama ou sair daqui para outros lugares era angustiante...
Faleceu na manhã deste domingo (18) Fabiane Lauxen Podolak, de 36 anos, engenheira de Cascavel…
Vídeos que mostram grandes peixes e paisagens submersas pouco conhecidas do Rio Paraná têm chamado…
Umuarama enfrenta um domingo (18) de tempo instável, com céu fechado nesta tarde e expectativa…
A madrugada deste domingo (18) interrompeu de forma abrupta a rotina de trabalho de Pedro…
O amor de fã não parece conhecer limites e nem de idade. Aos 84 anos,…
Este site utiliza cookies
Saiba mais