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Defesa Civil Nacional orienta famílias a estocar água e alimentos para três dias em casa

Defesa Civil Nacional orienta famílias a estocar água e alimentos para três dias em casa
Defesa Civil Nacional recomenda que famílias mantenham água potável, alimentos e itens essenciais em casa para garantir autonomia por até 72 horas em situações de emergência (Foto Defesa Civil Nacional)
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Publicado em 8 de novembro de 2026 às 19h08 - Modificado em 8 de novembro de 2026 às 19h14

A população brasileira deve estar preparada para enfrentar situações em que serviços essenciais, como abastecimento de água, energia elétrica e comunicação, sejam interrompidos. Para reduzir os impactos dessas ocorrências, a Defesa Civil Nacional recomenda que as famílias mantenham em casa uma reserva de água potável e alimentos não perecíveis suficiente para garantir autonomia por pelo menos 72 horas.

A orientação tem caráter preventivo e não representa um alerta de crise ou de desabastecimento no país. A proposta é permitir que os moradores tenham condições básicas de sobrevivência enquanto equipes de emergência atuam em regiões atingidas por eventos climáticos.

Tempestades severas, inundações, vendavais e deslizamentos podem bloquear estradas, alagar ruas e dificultar o acesso de equipes de resgate. Nessas circunstâncias, a reserva doméstica ajuda a reduzir a dependência imediata de serviços externos durante os primeiros dias após o desastre.

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O que deve fazer parte da reserva

A recomendação para água é armazenar pelo menos dois litros por pessoa ao dia. Para um período de três dias, o volume mínimo chega a seis litros por morador.

Na escolha dos alimentos, a orientação é priorizar produtos com prazo de validade prolongado e que não dependam de refrigeração ou preparo complicado. Entre as opções estão enlatados, barras de cereais, frutas desidratadas e biscoitos.

A reserva também deve incluir materiais de higiene e utensílios que facilitem o consumo dos alimentos, como copos e talheres descartáveis e abridores manuais de latas. Sacolas plásticas impermeáveis podem ser utilizadas para proteger objetos e mantimentos contra a umidade.

Medicamentos, iluminação e comunicação

Os cuidados precisam considerar as necessidades de saúde de cada integrante da família. A Defesa Civil recomenda manter medicamentos de uso contínuo, receitas médicas atualizadas, antissépticos e óculos de grau sobressalentes.

Também é importante prever baterias de reposição para equipamentos médicos domésticos, como monitores de glicemia.

Em caso de falta de energia, lanternas e pilhas armazenadas separadamente ajudam a garantir iluminação. Carregadores portáteis podem manter celulares em funcionamento, enquanto rádios portáteis com recepção AM e FM permitem acompanhar comunicados oficiais quando a telefonia e a internet estiverem indisponíveis.

Documentos pessoais, registros de imóveis e dinheiro em espécie também devem ficar protegidos em pastas ou embalagens vedadas. A preparação precisa levar em conta ainda as necessidades de bebês, idosos e animais domésticos.

Preparação adotada em outros países

A recomendação de manter suprimentos para três dias também aparece em estratégias de prevenção de outros países. No Reino Unido, a campanha oficial Be Ready, coordenada pelo Cabinet Office, incentiva as famílias a conservar provisões para enfrentar situações como enchentes, nevascas e falhas no fornecimento de energia.

A Comissão Europeia também estimula medidas preventivas para reduzir os efeitos de interrupções em infraestruturas essenciais, sejam elas provocadas por eventos climáticos ou ataques cibernéticos.

No Japão, país frequentemente exposto a terremotos e tufões, a orientação é manter reservas que possam atender às necessidades domésticas por até sete dias. Uma das práticas recomendadas é o chamado estoque rotativo, em que os produtos são utilizados no cotidiano e repostos gradualmente.

No Brasil, a orientação da Defesa Civil busca fortalecer a preparação das famílias e reduzir a pressão sobre os serviços de emergência nas primeiras horas de uma ocorrência grave. A organização antecipada dos mantimentos e equipamentos pode ajudar os moradores a atravessar o período inicial de isolamento ou interrupção dos serviços.

(Com informações da Gazeta do Povo)

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Rudson de Souza

Jornalista formado pela Universidade Norte do Paraná (Unopar) e historiador pela Universidade Paranaense (Unipar), construiu sua trajetória entre o jornalismo impresso e o digital, com atuação em diferentes editorias e dedicação à reportagem, à investigação jornalística, à apuração rigorosa e ao relacionamento com fontes. Também possui especializações em Toolkit de IA para News, pela Google News Initiative, e em Storytelling e Técnicas de Apresentação: Conceitos Gerais de Comunicação, pela Fundação Getulio Vargas (FGV).