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Mãe é presa suspeita de produzir e vender vídeos de abuso sexual do próprio filho no PR

Lateral da viatura da PCPR com uma policial empunhando uma arma.
Foto: PCPR
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Publicado em 6 de novembro de 2026 às 16h21 - Modificado em 6 de novembro de 2026 às 16h21

Uma mulher de 38 anos foi presa preventivamente nesta sexta-feira (6), em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, suspeita de estuprar o próprio filho, produzir vídeos dos abusos e comercializar as gravações pela internet. Segundo a Polícia Civil (PCPR), a criança tinha seis anos na época dos crimes.

As investigações apontam que a mulher teria sido aliciada por meio das redes sociais, após receber uma proposta de pagamento para produzir e enviar conteúdos de violência sexual envolvendo o menino.

De acordo com a PCPR, a suspeita teria aceitado a proposta e produzido pelo menos sete vídeos de abuso sexual contra a criança.

A prisão preventiva foi determinada pela Justiça após o avanço das investigações. Como o menino ainda residia com a mãe, os policiais também adotaram medidas para retirá-lo da situação de risco.

A criança foi afastada da investigada e encaminhada para escuta especializada e atendimento dos órgãos de proteção.

Investigação começou com análise de equipamentos eletrônicos

A Polícia Civil chegou à suspeita após analisar dispositivos eletrônicos apreendidos em operações anteriores de combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

Durante a perícia dos equipamentos, os investigadores identificaram conversas que relacionavam a mulher à produção e ao envio dos vídeos.

A partir dessas informações, a PCPR aprofundou as diligências e reuniu elementos que fundamentaram os pedidos de prisão preventiva e de busca e apreensão.

Durante o cumprimento dos mandados na residência da investigada, os policiais apreenderam celulares, computadores e outras mídias eletrônicas.

Os equipamentos serão submetidos à análise da Polícia Científica e poderão ajudar a identificar outras pessoas envolvidas na produção, aquisição e distribuição do material.

Polícia busca identificar compradores dos vídeos

O delegado Leandro Vadalá Almeida, responsável pelo caso, explicou que a intervenção precisou ser rápida porque a criança continuava vivendo com a investigada.

Segundo ele, a operação permitiu interromper a situação de violência e garantir o encaminhamento da vítima à rede de proteção.

A Polícia Civil também pretende identificar os responsáveis por solicitar, comprar e compartilhar as gravações.

As investigações continuam para esclarecer a participação de outras pessoas no esquema de exploração sexual infantil.

Após os procedimentos na delegacia, a mulher foi encaminhada ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.

Como denunciar violência sexual contra crianças?

A Polícia Civil reforça que denúncias são fundamentais para identificar situações de violência sexual contra crianças e adolescentes e permitir a atuação dos órgãos de proteção.

Informações podem ser repassadas de forma anônima pelos seguintes canais:

  • 197: Polícia Civil do Paraná;
  • 181: Disque-Denúncia;
  • 190: Polícia Militar, para situações de flagrante ou emergência.

A identidade das vítimas de violência sexual, especialmente crianças e adolescentes, deve ser preservada para evitar exposição e revitimização.

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Luiz Fernando

Luiz Fernando é estudante de Jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e trabalha há cinco anos no portal OBemdito auxiliando na cobertura de notícias em Umuarama e região.