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Sorriso no rosto e fé na vida marcam história de mulher que venceu o câncer de mama em Umuarama

Sorriso no rosto e fé na vida marcam história de mulher que venceu o câncer de mama em Umuarama
Foto de Paula Damacena
Publicado em 24 de outubro de 2026 às 20h16 - Modificado em 24 de outubro de 2026 às 20h16

A empresária Angélica Tatiana Munhoz Leme Barradas, 48 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de mama há dez anos. A descoberta de um nódulo na mama esquerda, durante um autoexame em casa, deu início a um tratamento que incluiu quimioterapia, retirada das duas mamas e reconstrução mamária.

Hoje, após receber alta, ela mantém acompanhamento médico anual e atribui à fé, ao apoio da família e à confiança na medicina a força para enfrentar a doença.

“Deus é quem nos sustenta. Tenho certeza de que, a todo momento, ele me teve nos braços”, afirma Angélica, ao relembrar o período do diagnóstico e do tratamento.

A descoberta ocorreu quando ela tocou a mama esquerda e percebeu uma alteração. Em seguida, procurou atendimento médico no Hospital Uopeccan, em Umuarama. Segundo a empresária, entre a identificação do nódulo e a cirurgia transcorreram cerca de 20 dias.

Além da retirada da mama esquerda, Angélica optou pela remoção da direita como medida preventiva. Durante o tratamento, também passou por sessões de quimioterapia e, posteriormente, pela reconstrução mamária.

A queda do cabelo e as mudanças na aparência afetaram sua autoestima, mas, segundo ela, a possibilidade de preservar a própria vida se sobrepôs às dificuldades. “Claro que são coisas que mexem com você. Só que, quando coloca na balança a sua saúde e a vida, isso se torna pequeno”, diz.

Casada e mãe de dois filhos, Angélica afirma que o apoio da família foi importante para atravessar o período. A fé também esteve presente desde o diagnóstico, quando, segundo ela, o medo e a incerteza deram lugar à decisão de enfrentar o tratamento um dia de cada vez.

O início da quimioterapia foi um dos momentos mais difíceis. Após a primeira sessão de um dos medicamentos, que ela identifica como quimioterapia vermelha, Angélica conta que chegou em casa e passou mal. Na ocasião, temeu não conseguir suportar o tratamento.

Na sessão seguinte, decidiu mudar sua postura diante da rotina. Depois de voltar para casa, almoçou e foi trabalhar. Ela afirma que a iniciativa a ajudou a lidar com a situação, embora reconheça que cada paciente reage de maneira diferente aos medicamentos e que há pessoas que apresentam efeitos colaterais mais intensos.

“Essa emoção, essa vontade de vencer, essa vontade de viver, crer que existe um Deus maior, acredito que reflete no tratamento”, afirma.

Para Angélica, manter uma perspectiva positiva foi importante durante a recuperação. Ela ressalta, porém, que sua experiência é pessoal e não desconsidera as dificuldades enfrentadas por outros pacientes.

Em sua avaliação, além da assistência médica, o acolhimento, o respeito aos próprios limites e a possibilidade de receber ajuda são fundamentais durante o tratamento.

Após receber alta, a empresária passou a realizar consultas e exames de acompanhamento anualmente, conforme as orientações médicas. A experiência também mudou sua percepção sobre a vida. Ela diz ter aprendido a valorizar mais os momentos cotidianos e a não tratar o futuro como algo garantido.

“Aprendi a viver um dia de cada vez”, afirma.

Autocuidado

Durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama, Angélica defende que as mulheres prestem atenção às mudanças no próprio corpo e procurem atendimento de saúde diante de qualquer alteração suspeita.

No caso dela, a percepção de um nódulo levou à busca rápida por avaliação médica. A empresária considera que reconhecer sinais e não adiar a investigação pode favorecer o diagnóstico em uma fase inicial.

“É um momento não só no Outubro Rosa, mas em todos os momentos, de se cuidar, de se tocar, de se conhecer. As mulheres não devem deixar de fazer a prevenção e de procurar atendimento”, diz.

A orientação, segundo Angélica, é que o cuidado com a saúde não fique restrito ao mês de outubro. O acompanhamento deve seguir as recomendações dos profissionais de saúde, com atenção aos sinais do corpo e à realização dos exames indicados para cada mulher.

Dez anos depois do diagnóstico, ela resume a mensagem que gostaria de transmitir a quem enfrenta a doença: buscar apoio, respeitar os próprios limites e não enfrentar o tratamento sozinho.

“Uma mensagem de força, de fé e de se permitir ser cuidada”, afirma.

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