Alex Nascimento Publisher do OBemdito

Carro apreendido com drogas em Perobal tem ligação com mulher executada com o filho na fronteira

Carro ligado a Mônica da Silva Cordeiro, assassinada com o filho em Mundo Novo, foi apreendido com 6,237 kg de crack em Perobal - Foto: colaboração/OBemdito
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Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 16 de setembro de 2026 às 17h56 - Modificado em 16 de setembro de 2026 às 17h59

Um Hyundai Tucson ligado a Mônica da Silva Cordeiro, de 41 anos, foi apreendido com 6,237 kg de crack em Perobal. Ela foi assassinada com o filho, Allan Santos, de 26 anos.

A apreensão aconteceu nesta terça-feira (15), um dia após o duplo homicídio na fronteira entre Brasil e Paraguai. Segundo informações confirmadas pela Polícia Militar, o veículo estaria registrado em nome de Mônica.

A droga estava escondida em um fundo falso instalado sob o assoalho do automóvel. Um cão da equipe Canil da PM de Umuarama localizou os entorpecentes durante a abordagem.

A apreensão ocorreu por volta das 13h15, após uma denúncia anônima indicar possível tráfico de drogas na zona rural de Perobal. A Patrulha Rural e a equipe Canil foram até o endereço informado.

No local, os policiais encontraram o Hyundai Tucson. O veículo apresentava forte odor característico de crack, segundo a PM.

O cão policial realizou a inspeção no automóvel e indicou a presença de drogas. Na sequência, os policiais fizeram uma vistoria detalhada na estrutura do veículo.

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Droga estava escondida em fundo falso

Durante a inspeção, os policiais encontraram alterações na estrutura do automóvel. As modificações indicavam a existência de um compartimento oculto no assoalho.

Por causa da dificuldade para acessar o espaço, as equipes levaram o Hyundai Tucson ao 25º Batalhão da Polícia Militar. O Corpo de Bombeiros auxiliou na abertura do compartimento.

Os bombeiros precisaram cortar parte da estrutura metálica para acessar o fundo falso. Depois disso, os policiais retiraram os tabletes de crack escondidos no veículo.

Durante a ocorrência, os agentes também encontraram uma carteira de vacinação de uma mulher dentro da residência vistoriada. A PM registrou o material e encaminhou o caso para investigação.

O veículo e a droga foram levados para a 7ª Subdivisão Policial de Umuarama. A Polícia Judiciária recebeu os materiais e assumiu os procedimentos de investigação.

Carro apreendido está ligado a vítima de duplo homicídio

A apreensão ganhou relevância porque o veículo estaria em nome de Mônica da Silva Cordeiro. A mulher foi encontrada morta com o filho na segunda-feira (14), em Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul.

Os corpos foram localizados em uma área conhecida como Linha Seca, próxima à linha internacional entre Brasil e Paraguai. Moradores relataram a presença de duas pessoas aparentemente sem vida às margens da Estrada do Cachimbo.

As equipes policiais foram até o local e encontraram as duas vítimas já sem sinais vitais. Segundo a polícia, os corpos apresentavam lesões inicialmente compatíveis com disparos de arma de fogo.

Após a localização das vítimas, as autoridades isolaram a área. A medida permitiu o trabalho da Perícia Técnica e a preservação do local do crime.

A Polícia Civil também solicitou exames necroscópicos. Os procedimentos poderão fornecer elementos para esclarecer as circunstâncias das mortes.

A investigação busca esclarecer a dinâmica do duplo homicídio, a motivação e a identificação dos responsáveis. Até o momento, a ligação do veículo com Mônica não estabelece, por si só, relação entre a apreensão da droga e as mortes.

Segundo a Polícia Civil, diligências continuam em andamento. Os investigadores aguardam os resultados dos exames periciais e outros elementos que possam contribuir para o caso.

A corporação informou que nenhuma hipótese está descartada. Novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

Mônica era servidora da Prefeitura de Umuarama

Mônica trabalhava como técnica de enfermagem da Prefeitura de Umuarama. Ela atuava na Unidade Básica de Saúde Ouro Branco e ingressou no serviço público municipal em abril de 2015.

Segundo a Prefeitura de Umuarama, Mônica estava afastada das atividades por licença médica quando foi assassinada. O município publicou uma nota de pesar após a confirmação da morte.

A administração municipal também manifestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de trabalho da servidora. O caso segue sob investigação das autoridades policiais.

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