Delegada diz que médica morta em Maringá foi esfaqueada pelas costas; veja entrevista
A investigação sobre a morte da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, avançou com a conclusão da autópsia e a tomada de depoimentos de testemunhas. Em entrevista à Rede Massa, parceira do OBemdito, a delegada da Mulher de Maringá, Paloma Batista, afirmou nesta segunda-feira (14) que o laudo apontou 14 lesões perfurocortantes no corpo da vítima.
Segundo a delegada, os ferimentos estavam distribuídos por diferentes regiões do corpo. Parte deles atingiu as regiões cervical, dorsal e escapular. Paloma afirmou ainda que a médica foi atacada pelas costas. “A vítima foi esfaqueada pelas costas.”
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Médica também foi esganada
Além das perfurações, a autópsia identificou escoriações no pescoço. Conforme a delegada, as marcas são compatíveis com constrição cervical manual, indicando que Gassi também teria sido esganada. A vítima apresentava ainda lesões próximas aos dois punhos.
Ao comentar o local onde ocorreu o assassinato, Paloma classificou a cena como de extrema violência. “É uma cena de horror.”

Investigado ainda não foi interrogado
O principal investigado pelo crime é o advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, ex-companheiro da médica. Ele recebeu alta do hospital e foi encaminhado ao sistema prisional no domingo (13).
Apesar da alta, o homem ainda não prestou depoimento à polícia. De acordo com Paloma, questões médicas impediram o interrogatório até o momento.
“O investigado não foi ouvido ainda por questões médicas, considerando a impossibilidade de comunicação dele.” A expectativa da delegada é que o interrogatório possa ocorrer na próxima semana.
Polícia ainda apura ferimentos no suspeito
O investigado também foi encontrado com lesões após o crime. Questionada sobre a origem dos ferimentos, Paloma afirmou que a polícia ainda realiza diligências para esclarecer como eles ocorreram. “As diligências visando esclarecer essas circunstâncias ainda estão sendo realizadas.”
Investigação também apura abandono de incapaz
Além do feminicídio, o homem é investigado por outro crime relacionado ao filho do casal, um bebê de oito meses. Segundo a delegada, a apuração também envolve abandono de incapaz, em razão de a criança ter permanecido desamparada no apartamento após a morte da mãe.
Relacionamento era marcado por conflitos
Paloma afirmou que testemunhas ouvidas pela polícia descreveram a convivência do casal como conturbada. Segundo os relatos, o relacionamento era marcado por idas e vindas e o investigado era considerado uma pessoa ciumenta.
No dia do crime, conforme a delegada, os dois almoçaram juntos na residência da mãe de Gassi. Depois, retornaram ao apartamento da médica. “A partir do momento que eles retornam ali para o apartamento já inicia uma discussão.”
Testemunhas relevantes já foram ouvidas
De acordo com Paloma, as principais testemunhas identificadas até agora já prestaram depoimento. A delegada, porém, ressalvou que novas pessoas podem ser chamadas caso surjam informações relevantes durante o andamento da investigação.
A polícia também mantém aberto o canal para receber informações de quem possa ter presenciado algo relacionado ao caso. Quem tiver informações pode procurar a Delegacia da Mulher de Maringá, segundo orientação da delegada.
A investigação segue em andamento para esclarecer a dinâmica do crime e as circunstâncias das lesões apresentadas tanto pela vítima quanto pelo principal investigado.

(Com informações da Rede Massa)
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