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Delegada diz que médica morta em Maringá foi esfaqueada pelas costas; veja entrevista

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Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 14 de setembro de 2026 às 19h35 - Modificado em 14 de setembro de 2026 às 20h36

A investigação sobre a morte da médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, avançou com a conclusão da autópsia e a tomada de depoimentos de testemunhas. Em entrevista à Rede Massa, parceira do OBemdito, a delegada da Mulher de Maringá, Paloma Batista, afirmou nesta segunda-feira (14) que o laudo apontou 14 lesões perfurocortantes no corpo da vítima.

Segundo a delegada, os ferimentos estavam distribuídos por diferentes regiões do corpo. Parte deles atingiu as regiões cervical, dorsal e escapular. Paloma afirmou ainda que a médica foi atacada pelas costas. “A vítima foi esfaqueada pelas costas.”

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Médica também foi esganada

Além das perfurações, a autópsia identificou escoriações no pescoço. Conforme a delegada, as marcas são compatíveis com constrição cervical manual, indicando que Gassi também teria sido esganada. A vítima apresentava ainda lesões próximas aos dois punhos.

Ao comentar o local onde ocorreu o assassinato, Paloma classificou a cena como de extrema violência. “É uma cena de horror.”

Médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta no apartamento onde vivia, em Maringá (Foto Rede Social)

Investigado ainda não foi interrogado

O principal investigado pelo crime é o advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, ex-companheiro da médica. Ele recebeu alta do hospital e foi encaminhado ao sistema prisional no domingo (13).

Apesar da alta, o homem ainda não prestou depoimento à polícia. De acordo com Paloma, questões médicas impediram o interrogatório até o momento.

“O investigado não foi ouvido ainda por questões médicas, considerando a impossibilidade de comunicação dele.” A expectativa da delegada é que o interrogatório possa ocorrer na próxima semana.

Polícia ainda apura ferimentos no suspeito

O investigado também foi encontrado com lesões após o crime. Questionada sobre a origem dos ferimentos, Paloma afirmou que a polícia ainda realiza diligências para esclarecer como eles ocorreram. “As diligências visando esclarecer essas circunstâncias ainda estão sendo realizadas.”

Investigação também apura abandono de incapaz

Além do feminicídio, o homem é investigado por outro crime relacionado ao filho do casal, um bebê de oito meses. Segundo a delegada, a apuração também envolve abandono de incapaz, em razão de a criança ter permanecido desamparada no apartamento após a morte da mãe.

Relacionamento era marcado por conflitos

Paloma afirmou que testemunhas ouvidas pela polícia descreveram a convivência do casal como conturbada. Segundo os relatos, o relacionamento era marcado por idas e vindas e o investigado era considerado uma pessoa ciumenta.

No dia do crime, conforme a delegada, os dois almoçaram juntos na residência da mãe de Gassi. Depois, retornaram ao apartamento da médica. “A partir do momento que eles retornam ali para o apartamento já inicia uma discussão.”

Testemunhas relevantes já foram ouvidas

De acordo com Paloma, as principais testemunhas identificadas até agora já prestaram depoimento. A delegada, porém, ressalvou que novas pessoas podem ser chamadas caso surjam informações relevantes durante o andamento da investigação.

A polícia também mantém aberto o canal para receber informações de quem possa ter presenciado algo relacionado ao caso. Quem tiver informações pode procurar a Delegacia da Mulher de Maringá, segundo orientação da delegada.

A investigação segue em andamento para esclarecer a dinâmica do crime e as circunstâncias das lesões apresentadas tanto pela vítima quanto pelo principal investigado.

Principal investigado, que recebeu alta hospitalar, ainda não prestou depoimento (Foto Reprodução Rede Massa)

(Com informações da Rede Massa)

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