Rudson de Souza Publisher do OBemdito

Polícia Civil investiga morte de família e não descarta envolvimento de quarta pessoa

Família foi encontrada morta em um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba (Foto Reprodução Banda B)
OBemdito
Rudson de Souza - OBemdito
Publicado em 26 de agosto de 2026 às 16h40 - Modificado em 26 de agosto de 2026 às 16h41

A Polícia Civil do Paraná investiga as circunstâncias da morte de três integrantes de uma mesma família encontrados em um apartamento no bairro Água Verde, em Curitiba, na tarde desta terça-feira (25).

As vítimas foram identificadas como Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos, Marcos Furuyama, de 58, e Rafael Furuyama, de 23.

A principal linha de investigação considera que um conflito entre os próprios moradores possa ter terminado nas mortes. A participação de uma quarta pessoa não foi descartada, mas, segundo a polícia, é considerada remota.

Moradores acionaram a polícia

Os três foram encontrados no nono andar de um edifício na Rua Guilherme Pugsley. Moradores procuraram a Polícia Militar depois de perceberem que a família não era vista havia aproximadamente três dias.

Após tentativas de contato sem resposta, um chaveiro foi chamado para abrir o apartamento. O imóvel estava trancado e não apresentava sinais de arrombamento.

Dentro da residência, os policiais encontraram duas armas brancas e ferimentos nas vítimas. Os corpos estavam distribuídos em dois cômodos. Duas pessoas foram localizadas em um quarto e a terceira, em outro.

Perícia deve esclarecer dinâmica

O delegado Ivo Viana, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que ainda não é possível determinar como as mortes aconteceram.

Uma das possibilidades analisadas inicialmente é que Marcos tenha matado a esposa e o filho e, posteriormente, tirado a própria vida. A polícia, porém, ainda não confirmou essa versão.

Os peritos deverão analisar os ferimentos, incluindo direção, angulação, tamanho e localização das perfurações, para estabelecer a sequência dos acontecimentos e verificar se os ferimentos de Marcos poderiam ter sido provocados por ele próprio. “A possibilidade maior é de o conflito ser entre eles”, afirmou o delegado.

A polícia também informou que não encontrou sinais aparentes de luta, objetos quebrados ou vestígios de sangue nos demais ambientes do apartamento. Ainda assim, essa possibilidade não foi descartada.

Quarta pessoa também é investigada

Embora considerada pouco provável, a presença de alguém de fora da família continua entre as possibilidades analisadas pela investigação.

Até o momento, não foram relatados por moradores movimentos considerados anormais no edifício ou a presença de pessoas estranhas nos últimos dias. A porta do apartamento também não tinha sinais de arrombamento.

A Polícia Civil solicitou imagens das câmeras de segurança do condomínio para verificar possíveis acessos ao imóvel e ajudar a estabelecer quando as mortes ocorreram.

Os investigadores também pretendem confirmar se apenas Claudia, Marcos e Rafael estavam no apartamento no período em que o crime aconteceu.

Investigação vai ouvir familiares e amigos

A partir desta quarta-feira (26), familiares, pessoas próximas às vítimas e moradores do condomínio devem começar a ser ouvidos pela polícia.

Os depoimentos poderão ajudar os investigadores a entender a relação entre os três e verificar se existiam conflitos familiares.

A família era de Marília, no interior de São Paulo. Claudia era médica pediatra e trabalhava havia mais de 20 anos na UBS CSU, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba.

Situação financeira também está no radar

A investigação também apura a situação financeira da família. A polícia confirmou que o apartamento havia sido levado a leilão judicial.

A existência de uma possível dívida passou a ser considerada durante a apuração, mas ainda não há confirmação de que essa situação tenha relação com as mortes.

Os investigadores devem buscar informações sobre a origem do débito, as pessoas envolvidas e se a situação era conhecida pelos três moradores.

Último contato conhecido

Claudia teria conversado com uma amiga por aplicativo de mensagens na noite de domingo (23), um dia antes de os corpos serem encontrados.

Segundo a investigação, a conversa tratava da entrega de uma encomenda. A pessoa responsável pela entrega, porém, não entrou no apartamento e deixou o objeto na portaria.

A Polícia Civil ainda não estabeleceu o dia e o horário exatos das mortes. Os exames de necropsia, a perícia realizada no apartamento e os testes de material genético deverão contribuir para esclarecer o caso.

A investigação continua apurando se as mortes ocorreram em decorrência de um conflito entre os próprios moradores ou se houve participação de outra pessoa.

(Com informações da Banda B)

Participe do nosso grupo no WhatsApp e receba as notícias do OBemdito em primeira mão.