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Homem é condenado a 31 anos por matar adolescente indígena em Guaíra

Sede do MPPR.
Foto: MPPR
Homem é condenado a 31 anos por matar adolescente indígena em Guaíra
Luiz Fernando - OBemdito
Publicado em 27 de julho de 2026 às 13h47 - Modificado em 27 de julho de 2026 às 13h47

O Tribunal do Júri de Guaíra condenou um homem de 68 anos a 31 anos e 3 meses de prisão pelo feminicídio de uma adolescente indígena de 17 anos, integrante da comunidade Avá-Guarani. O julgamento foi realizado na sexta-feira (24), e o réu, que já estava preso preventivamente, permanecerá detido para cumprir a pena em regime inicial fechado.

O crime ocorreu em 20 de fevereiro de 2025, na Aldeia Tekoha Yhovy, em Guaíra, no Oeste do Paraná.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), o homem foi até a residência da vítima e aproveitou o momento em que ela estava sozinha com duas crianças para atacá-la com diversos golpes de arma branca. A adolescente morreu no local e o autor fugiu após o crime.

Jurados acolheram denúncia do MP

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público e condenou o réu por feminicídio qualificado.

Conforme a denúncia, o homicídio foi praticado por razões da condição do sexo feminino, no contexto de uma relação íntima de afeto e de menosprezo à condição de mulher.

Também foram reconhecidas as qualificadoras do emprego de meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima, já que ela foi surpreendida dentro da própria residência.

A defesa tentou afastar a qualificadora do feminicídio e alegou legítima defesa, mas os argumentos foram rejeitados pelos jurados.

Família receberá indenização

Além da pena de prisão, a Justiça fixou uma indenização mínima de R$ 50 mil aos familiares da adolescente pelos danos causados pelo crime.

O julgamento foi acompanhado por representantes da comunidade indígena Avá-Guarani. A presença dos indígenas no Tribunal do Júri foi uma forma de demonstrar o pedido por justiça e de homenagear a memória da jovem, cuja morte causou grande comoção na comunidade.

(Com informações MPPR)

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