Delegado revela avanço e aponta possível área de ocultação de primas desaparecidas
A investigação sobre o caso de duas primas desaparecidas de Cianorte ganhou novos desdobramentos nesta semana após equipes policiais realizarem novas buscas. Além disso, o delegado da Polícia Civil do Paraná (PCPR), Luís Fernando Alves Silva, aponta possíveis regiões onde pode ter ocorrido ocultação relacionada ao caso.
Responsável pelo caso, o delegado concedeu entrevista na manhã desta terça-feira (16) ao site GMC Online. Na ocasião, Silva afirmou que as investigações avançaram significativamente e que análises de inteligência indicam a possível área de ocultação.
As diligências estão relacionadas às investigações sobre o desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos. Elas são dadas como desaparecidas desde o dia 20 de abril deste ano.
Na última segunda (15), equipes da PCPR intensificaram as buscas técnicas na zona rural de Paraíso do Norte, município localizado na região de Cianorte. A operação contou com apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Polícia Científica do Paraná.
Durante a ação, os policiais utilizaram drones e equipamentos de alta tecnologia. Entre eles, o Radar de Penetração no Solo (GPR), ferramenta que serve para identificar alterações subterrâneas e possíveis pontos de interesse pericial.

Avanços importantes
Conforme o delegado Luís Fernando, embora a investigação siga sob sigilo, os trabalhos tiveram avanços importantes a partir da análise de dados e fontes de inteligência.
“A investigação segue em sigilo, mas avançou bastante. Conseguimos fazer algumas análises de dados e de fontes de inteligência. E essas análises já apontavam para uma possível localização e ocultação na região onde foram feitas as buscas”, afirmou.
De acordo com o delegado, as diligências desta semana ocorreram após equipes policiais realizarem levantamentos preliminares. Os dados são somados às informações recebidas pela PCPR através de denúncias.
“Tínhamos feito um levantamento preliminar. Por toda a dinâmica que estamos avaliando e investigando, acabamos entendendo pela necessidade da averiguação da denúncia do local”, explicou.
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Ainda sem localização exata
Apesar dos avanços, a princípio, a polícia ainda não trabalha com um ponto exato de localização. O delegado explica que a área investigada é extensa e de difícil acesso, o que exige maior precisão e reforço tecnológico nas operações.
“Usamos um aparato tecnológico melhor para ampliar nossas buscas. Não se tem uma localização exata, porque a área de busca é muito grande”, disse. O delegado ainda destacou que existem indícios que apontam regiões específicas, mas sem uma delimitação precisa. “Temos indícios de regiões. É uma região de bastante mata, canavial, áreas difíceis”, completou.
No mês de maio equipes policiais realizaram buscas pelas primas na zona rural de Paranavaí. No entanto, não divulgaram a localização de nada que fosse importante para as investigações.
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Suspeito está foragido
O principal suspeito, que se apresentava com o nome falso de Davi, está foragido desde 29 de abril, quando teve a prisão preventiva decretada. Conforme a polícia, ele já possuía mandado de prisão em aberto por roubo ocorrido em Apucarana, em 2023.
O homem também é conhecido pelos apelidos de “Sagaz” e “Dog Dog” e utilizava uma caminhonete clonada para se deslocar pela região.
A investigação aponta que o homem retornou sozinho para Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril, abandonou a caminhonete e fugiu em uma motocicleta, deixando o celular para trás. Testemunhas relataram que apenas Letycia conhecia o suspeito anteriormente.
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Últimos registros das primas desaparecidas
Imagens de câmeras de segurança mostram o trio entrando em uma casa noturna por volta de 1h10 da madrugada do desaparecimento. Antes disso, as jovens haviam saído de Cianorte com o suspeito sob o convite para uma festa em Porto Rico.
Durante o trajeto, Sttela chegou a publicar registros em redes sociais mostrando a presença do homem no veículo. O último sinal de internet do celular dela ocorreu às 3h17 daquela madrugada. Já o suspeito se conectou pela última vez na manhã de 23 de abril.
Denúncias
A população ainda pode contribuir com investigações que estejam em andamento. A comunidade pode repassar denúncias de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia.
Além disso, se o crime estiver em andamento, a pessoa deve acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
(OBemdito com informações da redação, do GMC Online e da PCPR)





