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Desaparecimento de primas completa 30 dias e polícia mantém buscas por suspeito

Jovens de 18 anos foram vistas pela última vez em boate de Paranavaí; investigação apura possível duplo homicídio - Foto: reprodução
Desaparecimento de primas completa 30 dias e polícia mantém buscas por suspeito
Alex Nascimento - OBemdito
Publicado em 22 de maio de 2026 às 17h41 - Modificado em 22 de maio de 2026 às 17h41

O desaparecimento das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, completou 30 dias nesta quinta-feira (21). As jovens foram vistas pela última vez na madrugada de 21 de abril, em uma casa noturna de Paranavaí, no Noroeste do Paraná.

Desde então, as famílias não tiveram mais contato com as duas jovens. A Polícia Civil do Paraná trata o caso como possível duplo homicídio, com possibilidade de enquadramento por feminicídio.

O principal suspeito do caso tem 39 anos e está foragido desde o fim de abril. A Justiça decretou a prisão preventiva dele, e as forças de segurança seguem realizando buscas no Paraná e em outros estados.

Investigações

Segundo as investigações, o homem se aproximou das vítimas utilizando o nome falso de “Davi”. A polícia afirma que ele convidou as jovens para uma festa antes do desaparecimento.

Imagens de câmeras de segurança mostram as primas saindo de Cianorte na noite de 20 de abril. Elas estavam em uma caminhonete conduzida pelo suspeito. De acordo com a polícia, o veículo era clonado.

Horas depois, o veículo foi registrado passando por Jussara. No local, uma das jovens buscou uma mochila na casa da mãe antes de seguir viagem.

Na sequência, o trio percorreu a rodovia PR-323 em direção a Maringá. Durante a madrugada, as jovens chegaram a publicar imagens nas redes sociais dentro do veículo.

Por volta da 1h10, câmeras flagraram o suspeito entrando com as primas em uma boate de Paranavaí. Imagens internas mostram as duas jovens de mãos dadas ao lado do homem.

A polícia informou que o último registro de conexão à internet de Sttela ocorreu às 3h17. Já Letycia perdeu conexão antes porque não possuía pacote de dados móveis ativo.

Dias após o desaparecimento, o suspeito retornou sozinho para Cianorte, sem a caminhonete. Depois disso, ele fugiu utilizando uma motocicleta e deixou o celular para trás.

As investigações também apontaram que o homem, conhecido pelos apelidos “Sagaz” e “Dog Dog”, possuía um mandado de prisão em aberto por roubo em Apucarana, em 2023.

Na última sexta-feira (15), a polícia prendeu temporariamente a ex-companheira do suspeito, de 23 anos, em Paraguaçu Paulista. Ela é suspeita de oferecer apoio financeiro e logístico para ajudar o homem a permanecer foragido.

As forças de segurança reforçam que informações sobre o paradeiro do suspeito ou das jovens podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 181, 190 e 197.

Leia também: Imagens mostram primas em festa horas antes de desaparecerem no Paraná; vídeo

Com informações: TN Online

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